Legado de Amílcar Cabral em livro


14 de Julho, 2014

Fotografia: DR

O impacto do pensamento de Amílcar Cabral e a sua relação com os debates actuais sobre a raça, identidade, nação, democracia, liderança e ética é o objecto de estudo do livro “Desafios contemporâneos da África - O legado de Amílcar Cabral”, de Carlos Lopes, que é apresentado quarta-feira, às 16h00, no Hotel Epic Sana, em Luanda.

Publicado originalmente como edição especial do jornal académico “African Identities”, que discute temas referentes à africanidade, o livro é o resultado de uma colectânea de trabalhos que examinam os efeitos do pensamento de Amílcar Cabral, sob diferentes pontos de vista.
Para o autor, a complexidade da visão e dos sonhos do nacionalista revolucionário continua a incitar curiosidade e interesse, apesar de que o seu assassinato, em 1973, retirou a possibilidade de analisar o impacto do seu pensamento sobre a África lusófona pós-independente. O livro, que traz a chancela do Arquivo Nacional de Angola, é lançado no âmbito do Festival Nacional de Cultura (FENACULT) e reúne, a pedido do Ministério da Cultura, reflexões sobre o legado do nacionalista africano.
A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, autora do prefácio do livro, destacou que ao lado de outros nacionalistas, como Agostinho Neto, Lúcio Lara, Ilídio Machado ou Deolinda Rodrigues, Amílcar Cabral ajudou a realizar acções políticas de vulto, que permitiram levantar bem alto o signo da unidade na luta de povos irmãos.
Carlos Lopes é especialista em assuntos africanos e publicou mais de 20 livros na área de desenvolvimento, história e ciência política.
 Foi nomeado em 2012, para o cargo de secretário-geral adjunto das Nações Unidas e secretário executivo da Comissão Económica para a África, com sede em Addis Abeba.

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