Leitura ajuda a orientar jovens estudantes

Manuel Albano |
26 de Agosto, 2015

O surgimento no mercado literário de obras de auto-ajuda sobre o contexto social e cultural do país pode ser um factor importante na orientação da sociedade, principalmente dos jovens, defendeu ontem em Luanda a irmã Maria Celina, responsável da editora Paulinas.

Em declarações ao Jornal de Angola, no segundo dia da edição 2015 da Feira Internacional do Livro e do Disco, que decorre até domingo no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), a irmã Maria Celina apelou aos escritores a continuarem a exercer o papel de fazedores de opinião, na promoção e incentivo de bons hábitos e costumes.
A realização da Feira Internacional do Livro e do Disco, adiantou, mais do que um local de promoção do livro e do disco, deve ser um espaço de troca de experiências entre escritores, músicos, editoras, livrarias e o público. A irmã Celina orientou os estudantes a procurarem livros que os ajudem a reflectir sobre vários fenómenos socioculturais e como os homens têm abordado a sua existência e a  sobrevivência da humanidade. “Nas feiras em que participamos, normalmente procuramos promover livros que apelam à paz espiritual e à boa convivência na diversidade social e cultural.”
Alberto Teka, promotor de vendas da livraria Multi Cultura, disse que os preços estão acessíveis e que está a ser uma experiência positiva, por permitir que os estudantes possam estar mais próximos de livros de escritores nacionais e estrangeiros. Alberto Teka disse que os estudantes procuram mais livros académicos, por orientação dos seus professores.
A preservação e maior divulgação da tradição oral angolana e dos princípios identitários da angolanidade devem ser uma das principais preocupações dos autores nacionais, disse o alfarrabista João António, que interagia com os estudantes e o público.
Um dos alfarrabistas mais antigos de Luanda, João António mostra-se preocupado com a crescente aculturação dos jovens e pretende contribuir para o fortalecimento da cultura nacional, transmitindo o seu legado de mais de três décadas de convivência estreita com os livros.
João António, que pretende colocar no mercado, ainda este ano, dois livros, um de poesia, “O que sonhei”, e outro de adivinhas, “Os meus enigmas”, disse que os mesmos resultam de investigações e dos livros que tem lido ao longo dos 30 anos com a actividade de alfarrabista.
A estudante do primeiro módulo do curso de Jornalismo no Cefojor, Edna Tchiwana, disse que a Feira está a ser uma oportunidade ímpar de poder interagir e conhecer melhor os artistas angolanos.

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