Línguas Nacionais nas escolas

Marcelo Manuel| Cambambe
23 de Setembro, 2014

Fotografia: Nilo Mateus

O Executivo está a trabalhar no sentido de inserir, de forma paulatina, no sistema normal de ensino as diversas línguas nacionais, após longos anos de estudos, afirmou no Dondo o director do Instituto Nacional de Línguas Nacionais.

José Pedro, que dissertava numa palestra sobre a importância das línguas nacionais como veículo de comunicação entre diferentes comunidades angolanas, referiu que durante muito tempo elas eram instrumentos da tradição oral.
Essa situação está a alterar-se aos poucos, devido a inserção de seis línguas nacionais no sistema de ensino, designadamente o quimbundo, quicongo, umbundo, fiote, tchokwé e cuanhama.
José Pedro frisou que em estudo estão o nganguela, herero e ngung, da comunidade dos khoishan, que a seu tempo vão ser inseridas nas comunidades académicas. A valorização das línguas nacionais surge na sequência do da multiplicidade linguística de Angola, acrescentou.
A palestra, organizada pelo Instituto Nacional de Línguas Nacionais do Ministério da Cultura, em parceria com o Governo do Cuanza Norte, inseriu-se no programa da quinta edição da Feira do Dondo, que decorreu em Cambambe. O objectivo foi o de incentivar o uso corrente das línguas regionais entre os jovens, para que possam ser usadas como suporte de comunicação em eventos nacionais e internacionais, para o seu devido conhecimento e divulgação.

Gramática de quimbundo

Uma gramática para o ensino e aprendizagem das regras linguísticas do quimbundo falado no Cuanza Norte, da autoria do escritor Mbaxi, foi lançada na sexta-feira no Dondo, por ocasião da realização da quinta edição da feira de artesanato local.
Intitulada “Kilombwelelu kya Dizui dya kimbundo”, que em português significa Gramática do ensino da língua quimbundo, tem 287 páginas, está dividida em cinco capítulos: fonética, fonologia, morfologia, estilística e vocábulos do quimbundo para português.
“Kilombuelelu kya Dizui dya Kimbundo” marca o início da trajectória editorial de Mbaxi, pseudónimo de Sebastião Cristóvão, e foi apresentada pelo director nacional do Instituto de Línguas Nacionais, José Pedro, que na ocasião destacou a sua importância para a revitalização do uso do quimbundo de forma padronizada e científica.
Editado pelo Ministério da Cultura, o livro estuda todo o tratado da linguagem falada e escrita em quimbundo, ao mesmo tempo que regula o seu funcionamento como língua veicular.

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