Livros infantis têm espaço e são inseridos no ensino


1 de Novembro, 2015

Fotografia: Nuno Flash

Os livros para crianças estão a ter mais divulgação no país e são actualmente os mais procurados e comercializados, afirmou ontem, em Luanda, o secretário-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA).

Carmo Neto disse ainda que alguns destes textos vão ser inseridos nos manuais escolares de Angola e do Brasil. “A nova geração de autores deste género são muito produtivos e estão a ter cuidado de traduzir os livros para crianças em várias línguas, ao ponto de conseguirem mais aceitação no estrangeiro.”
Actualmente, disse, existem vários artistas a destacaram-se nesse estilo. “É um trabalho de louvar, particularmente para os jovens talentos que têm sabido ouvir os ensinamentos dos mais velhos e dar um novo rumo à literatura para crianças”, explicou. O responsável adiantou que o projecto de selecção dos textos para o ensino marca também um passo decisivo no desenvolvimento deste género literário e na carreira dos seus autores, que assim têm a possibilidade de se impor mais no mercado lusófono. “Depois da selecção, a maioria dos autores seleccionados podem dizer se aceitam ou não que o seu texto seja incluído no manual escolar. Acima de tudo queremos respeitar os direitos de autor de cada um, assim como ouvir as suas opiniões”, frisou.
A literatura para crianças em Angola foi marcante em determinada época e, apesar de agora estar num momento áureo, já passou por muitas dificuldades. Para a escritora Cremilda de Lima, é importante que os livros sejam editados e reeditados, assim como vendidos a preços acessíveis. “As crianças devem manusear livros de histórias desde muito cedo, claro que na presença de um adulto. Assim, elas começam já a gostar de livros, a conhecer os autores e através deles as proezas dos personagens por eles criados”, enfatizou.
“E nas florestas os bichos falaram” e “As nossas mãos constroem a liberdade”, de Maria Eugénia Neto, “As aventuras de Ngunga”, de Pepetela, “A caixa”, de Manuel Rui Monteiro, foram alguns dos primeiros livros do género no mercado nacional, escritos por autores angolanos. Apesar disso, existem muitas obras que não foram reeditadas e são desconhecidas do público.

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