Manuel Rui tem novas obras


5 de Julho, 2015

Fotografia: josé soares

O escritor Manuel Rui Monteiro anunciou ontem, em Luanda, que preparou cinco novos livros de poesia, contos e romances, com a intenção de publicar até ao final do ano.

Porém, sem adiantar pormenores, em relação aos títulos ou conteúdos em termos de mensagens, o ensaísta, cronista, dramaturgo e poeta pretende reconquistar as listas de vendas.
Manuel Rui Monteiro considerou fundamental que a nova geração de escritores saiba escrever bem, tenha melhor domínio da língua portuguesa, talento e criatividade. “O domínio da escrita e da língua complementam o talento, por serem atributos que contribuem para melhor a transmissão das mensagens”, afirmou.  
Para o escritor, quem domina estes pressupostos tem mais possibilidades de ter sucesso no mundo das letras. Em relação ao papel da literatura na formação da identidade de um povo e na constituição de uma nação, o escritor afirmou que transmite mensagens que ajudam a moldar a mentalidade dos cidadãos. “São mensagens feitas de forma estética, porque as artes devem dar um maior contributo na formação da identidade. No entanto, antes a literatura tinha mais força do que agora, assim como um papel fundamental nas sociedades”, explicou.
Muitos dos livros de Manuel Rui Monteiro contêm ironia, comédia e humor sobre o que ocorreu após a Independência de Angola. O autor frequentou a Universidade de Coimbra, em Portugal, e licenciou-se em Direito no ano de 1969. Exerceu Direito em Coimbra e Viseu durante a guerra pela Independência em Angola.
Após a revolução de 25 de Abril de 1974, regressou a Angola, tornando-se Ministro da Informação no Governo de Transição estabelecido pelo Acordo do Alvor, em representação do MPLA. Foi também o primeiro representante de Angola na Organização da Unidade Africana e nas Nações Unidas. Exerceu o cargo de Director do Departamento de Orientação Revolucionária e do Departamento dos Assuntos Estrangeiros do MPLA. Manuel Rui Monteiro é um dos membros fundadores da União Nacional dos Artistas e Compositores Angolanos (UNAC), da União dos Escritores Angolanos (UEA) e também da Sociedade de Autores Angolanos.
A sua vertente literária inclui uma vasta obra de textos de poesia e de ficção publicados desde 1967 até à presente data. É o autor do primeiro livro de poesia e do primeiro livro de ficção publicados em Angola após a Independência.
Galardoado com inúmeras distinções, recebeu o Prémio Caminho das Estrelas, em 1980, pela emblemática obra “Quem Me Dera Ser Onda”, adaptada para televisão e teatro em Moçambique, Portugal e Angola, e agora publicada em Braille pela Mayamba Editora.
Os seus textos literários encontram-se actualmente traduzidos para Umbundo, Castelano (Espanhol), Francês, Hebraico e Mandarim (principal língua chinesa).

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