Mena Abrantes com novo livro


2 de Outubro, 2014

Fotografia: Paulino Damião

José Mena Abrantes lança hoje, às 18h00, no Centro Cultural Português - Instituto Camões, em Luanda, o seu mais recente livro, intitulado “Poeira do Tempo”, que inclui quatros histórias em diferentes géneros literários.

A assessoria de imprensa do Instituto Camões refere que o livro é composto por uma crónica, “A Mancha Escura”, uma novela, “Sinfonia Inacabada”, uma prosa intercalada com citações, “O Lado Negro da Lua” e um poema de pastores e pescadores, “Do Mar e do Deserto”.
Em “Mancha Escura”, através da personagem Bentinho, natural de Icolo e Bengo, o autor percorre a história das últimas décadas de Angola.
A crónica faz uma abordagem sobre a resistência nacionalista, passando pelas emoções da independência do país e posterior conflito interno. Bentinho, diz, procura retirar dividendos pessoais, em cada tempo e cada momento, na tentativa de exorcizar o destino de desventura, vaticinado, à nascença, por uma sábia mais velha, a quem o futuro haveria de dar razão.
Na novela “Sinfonia Inacabada”, o autor, numa prosa poética corrida e intensa, deixa aflorar, livremente, uma torrente de sentimentos, onde se cruzam a mágoa, a tristeza, a amargura e a decepção da personagem Moacir Alfredo João. Este, obrigado a manter os olhos fechados para sempre, tenta reacender a esperança de compor uma sinfonia que lhe dê sentido à  vida com o universo sonoro que lhe resta.
O terceiro texto intercala episódios dramáticos de grande violência com citações de autores e cientistas sobre a lua, conotando alguns actos hediondos de derramamento inútil de sangue humano com “O Lado Negro da Lua”.
No poema “Do Mar e do Deserto”, o autor  recorre ao diálogo para identificar os caminhos comuns e pontos de contacto entre o mar e o deserto. O livro é apresentado pelo escritor e jornalista José Luís Mendonça.
Dramaturgo, poeta, escritor e jornalista, José Mena Abrantes licenciou-se em Filologia Germânica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde estabeleceu os primeiros contactos com o teatro, arte que veio a ocupar um espaço predominante na sua vida, como actor e posteriormente como dramaturgo, encenador e director.
Participa, com regularidade, em Festivais de Teatro em África, Europa e na América. Colaborador de vários órgãos de comunicação social angolanos, portugueses, moçambicanos e franceses, José Mena Abrantes é detentor de mais de 20 títulos publicados. Foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes em Literatura, em 2012, e galardoado três vezes com o Prémio Sonangol de Literatura.

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