Mostra de poesia angolana vista na Trienal de Luanda


15 de Setembro, 2016

Fotografia: Paulino Damião

A III Trienal de Luanda (TL) realiza a partir desta sexta-feira, 16 de Setembro até 16 de  Outubro,  das  10  às  22  horas,  no  Palácio  de  Ferro, na capital do país,  uma “Mostra de poesia angolana”. 

A mostra vai apresentar poesias de vários poetas nacionais, com realce para as de António  Agostinho  Neto.  Além  de  Agostinho Neto,  são  expostos  trabalhos  de  outros  nomes sonantes  da  literatura  angolana,  dentre  os  quais  Mário  António (1934-1989),  António Cardoso (1933-2006), Viriato da Cruz (1928-1973), António Jacinto (1924-1991), Ernesto Lara  Filho  (1932-1977),  Aires  de  Almeida  Santos  (1922-1992)  e  David  Mestre  (1948-1998). 
 Luís  Kandjimbo (1960), Lopito Feijóo  (1963), Arnaldo  Santos  (1935), José  Luís  Mendonça (1955), Jonh  Bella  (1968), Frederico Ningi (1959),  João  Melo  (1955),  Luandino  Vieira  (1935),  Jofre  Rocha (1941),  Manuel  Rui  Monteiro  (1941),  Abreu  Paxe  (1969),  António  Panguila  (1963), Roderick Nehone e Amélia da Lomba (1961) são poetas cujos trabalhos são também apresentados na mostra.
A programação reserva ainda visitas de diversas escolas de Luanda, oficinas criativas, recitais de poesia e concertos musicais. O projecto visa saudar o Dia do Herói Nacional (17 de  Setembro),  bem  como  celebrar  a  criação  literária  de  Angola a  partir de  1849, altura  em  que  se  publicou  o  primeiro  livro  de  poesia,  intitulado  “Espontaneidades  da minha alma” de José da Silva Maia Ferreira. 
A mostra de poesia angolana acontece depois da realização do festival Zwá | Pura Música Mangop, no passado mês de Agosto, também inserido no programa da III Trienal de Luanda (TL), que decorre de 1 de Novembro de 2015 a 30 de Novembro deste ano, sob o lema “Da utopia à realidade”.
A III Trienal de Luanda é uma iniciativa da Fundação Sindika Dokolo, que, segundo o seu patrono, é muito mais do que um espaço de arte, “é  um  símbolo  de  liberdade,  um  espaço  para  alargar  o  espectro  do diálogo cultural.”

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