Cultura

“O Kaputo Camionista e Eusébio” em Lisboa

A obra literária O Kaputo Camionista e Eusébio do escritor Manuel Rui foi apresentada na quinta-feira, em Lisboa, pela editora Guerra e Paz.

Romancista Manuel Rui apresentou na quinta-feira em Lisboa a sua mais recente obra literária na qual idealizou uma ficção encantatória
Fotografia: António Escrivão | Angop

O livro de 120 páginas inclui vários relatos de amigos de Manuel Rui, incluindo o do secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), Vítor Ramalho, que foi colega do autor da novela, embora mais novo, na província do Huambo.
Durante a apresentação do livro, o maestro António Vitorino D’Almeida disse que Manuel Rui, com uma mestria insuperável, idealizou uma ficção encantatória com um camião e as personagens Botija ao volante e Tó-Tó à boleia, sentado ao seu lado, “com o espírito de Eusébio a cobrir Angola como um véu de amargura, de redenção e, talvez, de glória, resgatando, golo a golo, uma pátria triste”.
Segundo o apresentador, a esta sua “quase épica ficção”, Manuel Rui quis juntar o prefácio de David Borges e textos de Carla Ferreira, filha de Eusébio, de Boaventura Sousa Santos, José Jorge Letria e outros amigos. “Um livro tão original que até Boaventura Sousa Santos confessa a Manuel Rui: “os sociólogos não sabem andar de boleia”.
Manuel Rui nasceu no Huambo a 4 de Novembro de 1941. Licenciado em Direito, em Coimbra, foi ministro da Informação no Governo de Transição para a Independência Nacional em 1975, integrando a representação de Angola em organismos internacionais como a OUA e a ONU. É poeta, contista, dramaturgo, romancista e cronista. Escreveu a letra do Hino nacional angolano e letras de canções. Participou em filmes, como figurante e declamando poemas, mas também escrevendo diálogos.
Do espanhol ao mandarim, os seus livros estão traduzidos em mais de 12 línguas. Publicou, em 1977 Sim Camarada, o primeiro livro de ficção angolana pós-independência, e é também autor do livro Quem Me Dera Ser Onda, que se converteu num clássico da literatura escrita em português.
Na cerimónia estiveram presentes o Embaixador e Representante de Angola junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Luís de Almeida, o adido cultural da Embaixada de Angola em Portugal, Luandino de Carvalho, diplomatas, funcionários diplomáticos e estudantes.

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