Onofre dos Santos escreve memórias

Manuel Albano |
11 de Setembro, 2015

Fotografia: João Gomes

A vida e obra dos escritores angolanos deve ser vista como uma referência para os jovens, em especial os estudantes, por conterem conhecimentos sobre a cultura e a identidade nacional, essenciais nesta época de reconstrução do país, defendeu em Luanda Onofre dos Santos.

Para o escritor, que falava durante a apresentação do seu mais recente livro, “Memórias de um Dark Horse”, na Universidade Lusíada, este conhecimento pode ser utilizado também para aprender mais sobre a História de Angola. “Actualmente pretendo dedicar mais tempo à escrita, de forma a deixar um legado à próxima geração”, disse, acrescentando que está preocupado com a falta de interesse dos jovens pelos livros.
O apresentador do livro, Valdimir Finda, destacou o facto de o autor ter escrito o livro com base nas suas experiências de vida, quando esteve ao serviço das Nações Unidas, em países como a Guiné-Bissau, Serra Leoa, Bangladesh, Croácia, Lesoto, República Centro Africana, Níger, Costa do Marfim, Gana e Timor Leste. Desta forma, adiantou, o autor incentiva os outros nacionalistas a publicarem as suas memórias. “Os contos tendem a levar o leitor a uma viagem dentro da própria História do país, que deve ser mais divulgada, para que os jovens tenham mais noção do sacrifício feito em prol do desenvolvimento de Angola”, sublinhou.
O autor Onofre dos Santos nasceu em Luanda, em 1941. Actualmente é Juiz Conselheiro do Tribunal Constitucional, cargo que desempenha desde 2008, num mandato de 7 anos.

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