Projecto divulga as culturas dos dois países

Kátia Ramos |
12 de Agosto, 2016

Fotografia: Domingos Cadência

Um projecto de intercâmbio cultural  na área da literatura, entre Angola e Brasil, foi lançado na quarta-feira, em Luanda, para assegurar  maior divulgação das manifestações de arte, de forma a fortalecer os laços de amizade entre os criadores dos dois países.

A cerimónia realizada no Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA), serviu  para apresentar a escritora Ngonguita Diogo como membro da Academia de Letras do Brasil,   com a Cadeira número um de Luanda, bem como a parceira entre a instituição brasileira e a autora angolana, enquanto representante da Academia.
A directora do CCBA, Nidia Klein, disse, em conferência de imprensa, que o projecto foi criado com a finalidade de incentivar as acções de divulgação dos artistas e criadores de arte angolanos e brasileiros, com a promoção de mais iniciativas culturais naquele espaço cultural.
Relativamente a parceria com a escritora angolana, Nidia Klein disse que ela surge da necessidade dos brasileiros conhecerem os grandes criadores de artes em Angola, com a finalidade de se criar maior intercâmbio entre os artistas dos dois países.
A directora do CCBA realçou que o projecto vai permitir o aprofundamento dos laços históricos e culturais entre os dois países, fruto do acordo bilateral assinado em 2003, que rege o intercâmbio cultural através da cedência de um espaço multicultural.
Na ocasião, Ngonguita Diogo reconheceu a sua responsabilidade de transmitir aos brasileiros conhecimentos sobre o talento e a veia criadora dos artistas nacionais, tendo afirmado que a iniciativa permite aos artistas e escritores a possibilidade de aprofundar os seus conhecimentos sobre a cultura brasileira e trabalhar no sentido dos criadores angolanas conquistarem o mercado latino-americano.
Ngonguita Diogo, pseudónimo literário de Etelvina da Conceição Alfredo Diogo, nasceu em 1963 em Cazengo, província do Cuanza Norte. Foi descoberta para o mundo literário, em 2004, pelo escritor John Bella. A sua estreia aconteceu em 2010, por sinal  ano em  completou 50 anos de idade. Desde aquela data a sua paixão pela literatura foi ganhando espaço e de forma indelével conquistando os leitores que  a obrigaram a colocar regularmente mais obras no mercado: “No Mbinda o Ouro é Sangue” (2010), reeditado no Brasil, “Weza a Princesa” (2010), reeditado em Portugal, “Sinay” (2011), reeditado no Brasil, “A Minha Baratinha” (2011), “Acudam Maria do Rangel” (2013) e “Da alma ao Corpo” (2014).
O  percurso literário de Ngonguita Diogo inclui  o CD de poemas  “E Assim Virei Maria”, além de vários poemas no suplemento “Vida e Cultura” do Jornal de Angola, e nos semanários “O Independente” e “Agora”. Ngonguita Diogo é membro do Movimento Lev’arte. A escritora angolana é membro da Academia de Letras do Brasil, de São José do Rio Preto, e ocupa a Cadeira número um de Luanda, tendo tomado posse no dia 4 de Junho de 2016, durante o primeiro encontro entre membros, correspondentes nacionais e internacionais.
Aberto a 7 de Setembro de 2015, o CCBA possui salas de aula, de espectáculo, de leitura infantil e galeria de artes que servem para os agentes culturais nacionais e brasileiros  promoverem as  suas criações.

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