Prorrogado o prazo de recepção das obras

Manuel Albano |
21 de Junho, 2015

Fotografia: Paulino Damião

Os interessados em participar na  edição 2015 do Prémio Literário António Jacinto podem apresentar os seus trabalhos até 31 de Julho, fruto da prorrogação da recepção das obras concorrentes por parte da organização, o Instituto Nacional das Indústrias Culturais (INIC).

A prorrogação da recepção das obras, que devem ser inéditas, tem como objectivo aumentar o número de concorrentes, disse ontem ao Jornal de Angola, Gilberto Zau, responsável dos prémios do INIC.
Durante este período, vai ser intensificada a divulgação do prémio, de maneira a permitir a recepção de mais de 30 obras dos candidatos: “Quanto mais concorrentes, maior é a possibilidade de encontrarmos trabalhos com qualidade”, garantiu.
Desde a criação do prémio, em 1993, têm participado concorrentes com idades compreendidas entre os 18 e 60 anos, mostrando o interesse dos criadores em participar no concurso: “O júri tem sido rigoroso na avaliação das obras, no sentido de continuar a valorizar o concurso”.
“Sentimos que muitos estão mais interessados nos prémios, do que na qualidade dos seus trabalhos”, disse.
Gilberto Zau referiu ser importante continuar a ser criterioso, no sentido de valorizar o concurso e o seu patrono, o malogrado poeta e escritor António Jacinto, uma das grandes figuras da literatura nacional: “O concurso tem como objectivo incentivar a criação literária e promover o surgimento de novos autores, bem como homenagear o escritor António Jacinto”.
Desde a criação do prémio em 1993, já foram premiadas 13 obras, com destaque para “A Chuva no Repouso da Porta” (poesia), de Abreu Paxe, “Sinais de Sílabas” (poesia), de Nok Nogueira, “Olhar de Lua Cheia” (prosa), de Nicodemus, pseudónimo de Albino Carlos, e “Génesis” (poesia), de Roderick Nehone. Durante os 18 anos do concurso foram ainda distinguidos os livros “Noite Por Dia”, de Armindo Jaime Gomes, “Uma Vez só não Basta”, de Ana Maria de Fátima, “A Canoa”, de José dos Santos, “Os Botões Pequenos sonham com o Mel”, de Ndulu de Almeida, “O que a África não Disse...”, de Batchi, “O Sol da Manhã dos teus Olhos”, de Adriano Major Barbas, e “Experimentais Terracotta”, de José Benzora.
O concurso tem o patrocínio do Banco de Poupança e Crédito (BPC) que atribui ao vencedor de cada edição uma quantia monetária no valor de 500.000 kwanzas, um diploma e a publicação da obra pelo INIC. O prémio foi instituído em 1993 pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD), com o objectivo de homenagear António Jacinto e é um concurso de revelação para obras inéditas de autores angolanos.    

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