Trajectória artística de Bangão em livro

Mário Cohen |
25 de Fevereiro, 2016

Fotografia: João Gomes

“Bangão-A Lenda do Semba” é o título do livro biográfico do Daniel Vieira “Poeta de Cerimónia”, em homenagem ao músico e compositor Bangão, um dos maiores criadores do semba na década dos anos 70, a ser lançado no dia 17 de Maio, em Luanda.

Em declaração ontem ao Jornal de Angola,  Poeta de Cerimónia disse que o livro narra a trajectória artística de Bangão em mais de 200 páginas, ilustradas com fotografias  a cores de alguns espectáculos em que o músico promoveu e participou no país e no estrangeiro.
O livro biográfico “Bangão-A Lenda do Semba”, explica o autor, tem mais de 50 depoimento de músicos que acompanharam a trajectória artística daquele que foi um exímio criador do semba interpretado em quimbundo com destaque para Elias dya Kimuezo, Lulas da Paixão, Dom Caetano, Robertinho, Calabeto, Bonga, Carlos Burity, Zé Abílio, Paulo Flores e Sabino Henda.
Entre os músicos da nova geração que também deram os seus depoimentos a Poeta de Cerimónia, constam  Dog Murras, Matias Dámasio, Yuri da Cunha, Eddy Tussa, Margareth do Rosário, Kristo, Walter Ananás, Yola Semedo, Patrícia Faria, Dodó Miranda, Nelo Paim, Yannick Afro Men, Dj Mania, Maya Cool, Isidora Campos, Bangãozinho e Celso Mambo.
O livro inclui relatos de familiares e amigos de infância, assim como o testemunho do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, da ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e do antigo governador provincial de Luanda, Graciano Domingos.
Poeta de Cerimónia afirmou que escolheu o 17 de Maio para honrar a figura de Bangão por ser  dia em que o músico faleceu, aos 53 anos. De acordo autor, o livro vai ser também comerciado nas restantes províncias do país, uma vez que o músico granjeou uma legião de fãs por toda Angola com temas como  “Sembele”, “Cuidado”, “Kangila” e “Fofucho”.

Perfil do músico

Bangão nasceu a 27 de Setembro de 1962, no Bairro Brás,   no Sambizanga, em Luanda, onde iniciou a carreira. Participou em vários espectáculos realizados em Angola, Portugal, Argentina, Namíbia e Brasil, onde dividiu o palco com o cantor brasileiro Gilberto Gil. Pisou pela primeira vez um palco a 18 de Outubro de 1978, na altura tinha 16 anos, como elemento do grupo Os Gingas Kakulo Kalunga. A sua notabilidade no “music hall” nacional é fruto do sucesso dos discos “Sembele” e “Cuidado”.
 Entre 1976 a 1977 integra, como vocalista, o grupo Processo de África, com Guncha (tumbas), Artur Décimo (viola baixo), Alaito (bateria) e Abílio (viola ritmo). Em 1996, vence o prémio Liceu Vieira Dias com o tema “Kibuikila”, acompanhado pela Banda Movimento e três anos depois é convidado para fazer parte da mesma como vocalista principal.

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