Véronique Tadjo recorda o Ruanda


22 de Dezembro, 2015

Fotografia: Paulino Damião

O romance “A Sombra de Imana”, da escritora costa-marfinense Véronique Tadjo, foi apresentado, no domingo, na União dos Escritores Angolanos (UEA), pelo ensaísta Luís Kandjimbo.

O romance retrata a experiência dos sobreviventes do genocídio no Ruanda, país que a autora visitou, depois do genocídio, e decidiu escrever as experiências dos sobreviventes. Véronique Tadjo disse que o romance, agora traduzido em português, apresenta uma perspectiva humana sobre um dos maiores dramas vividos pelos africanos. “Este trabalho é uma prova da capacidade da literatura de dar um novo olhar sobre o passado e ajudar as pessoas a reaprender a viver juntos e em harmonia.”
A obra, uma co-edição da UEA e da Texto Editora, foi traduzida em português depois de 15 anos do seu lançamento em francês.
Na apresentação, Véronique Tadjo disse que pretendeu elucidar as pessoas sobre este trágico acontecimento, bem como incentivar outros escritores a narrarem as tragédias, por formas a mostrarem as novas gerações o valor da vida humana. Na sua óptica, a escrita é uma das formas de prevenir futuros massacres, evitando, deste modo, que actos do género não venham a acontecer futuramente em África.
Véronique Tadjo é autora de dez livros de poesia e contos infantis. Em 1985, a autora, uma das mais representativas do seu país, conquistou o “Prémio Bigblack”, pelo conjunto das suas obras.

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