Lopito Feijó fala de literatura angolana


28 de Novembro, 2014

Fotografia: Paulino Damião |

O escritor Lopito Feijó fez, na cidade brasileira de São Paulo, uma abordagem histórica da literatura angolana desde os anos de 1940, tendo-se referido aos principais nomes intervenientes no processo literário, com realce para a poesia de Agostinho Neto, António Jacinto, Viriato da Cruz e Mário Pinto de Andrade.

A abordagem foi feita durante uma palestra subordinada ao tema “Motivos do negritudinismo na  literatura angolana”, por ocasião da festa do conhecimento e  da raça, que decorreu na cidade brasileira de São Paulo, sendo convidado pela organização.
Lopito Feijó salientou que a poesia de Agostinho Neto, António Jacinto, Viriato da Cruz e Mário Pinto de Andrade desempenharam um papel activo e preponderante no processo de consciencialização das populações negras em Angola, tendo em conta a necessidade do engajamento na luta de libertação que culminou com a proclamação da independência de Angola em 1975.
A palestra, seguida de intenso debate, decorreu no âmbito da programação da Flink Sampa 2014, uma festa da literatura afro e cultura negra que encerrou com a entrega do 14º Troféu Raça Negra atribuído nesta edição, a titulo póstumo, ao falecido líder histórico do ANC e ex-Presidente da África do Sul, Nelson Mandela. O escritor Lopito Feijó aproveitou a oportunidade para apresentar os seus mais recentes livros, “Desejos de Aminata” e “Andarilhos & Doutrinários”.
A Festa do Conhecimento em São Paulo englobou mais de 60 atracções, entre debates literários com autores brasileiros e estrangeiros, oficinas de moda e beleza, exibições de filmes e actividades para crianças. João André da Silva Feijó nasceu a 29 de Setembro de 1963, no Lombo, província de Malanje. Mudou-se para Maquela do Zombo (Uíge), onde viveu a infância, indo depois para Luanda, onde viveu no Bairro do Cazenga, a partir da sua adolescência. Licenciado em Direito pela Universidade Agostinho Neto, em Luanda, em 1985 publicou o seu primeiro livro de poemas, “Entre o Écran e o Esperma”, que, fruto de grande aceitação por parte dos meios literários, recebeu uma “Menção Honrosa” no concurso de literatura “Camarada Presidente”, promovido pelo extinto Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD).

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