"Luanda Fica Longe" chega aos leitores

Mário Cohen
2 de Julho, 2016

Fotografia: Paulino Damião

Histórias de vida, assentes no quotidiano dos bairros de Luanda, em figuras, mitos e sonhos, criados no contexto pós-independência do país até hoje, são o cerne do livro “Luanda Fica Longe e Outras Estórias Austrais”, de José Luís Mendonça, apresentado na quinta-feira, às 18h30, no Camões-Centro Cultural Português, em Luanda.

Lançado no mês de Março, em Portugal pela Texto Editora, a apresentação em Luanda do livro esteve a cargo de Antónia Miguelito, professora de Literatura Africana da Universidade Gregório Semedo, que destacou a experiência do autor durante o período pós-colonial até aos dias de hoje.
Durante a apresentação, José Luís Mendonça disse que foi motivado a escrever este livro pela vida quotidiana de alguns bairros suburbanos de Luanda, como a Chicala, Cazenga e Boavista, construindo um mosaico diversificado.
Com uma tiragem de 2.000 exemplares, o livro reúne em 157 páginas 18 contos escritos desde 1983 até aos dias de hoje. Quinze desses contos foram revistos e reelaborados pelo autor ao longo do tempo e os restantes três são inéditos, designadamente “A fonte de Inspiração”, “A Secretária Dengosa” e “Seis Anos”.
“Luanda Fica Longe e Outras Estórias Austrais” é o terceiro livro de prosa de José Luís Mendonça, depois da publicação de “Os Vinte Dedos da Vida”, em 2003, e “O Reino das Casuarinas”, em 2014. O livro já se encontra disponível em várias livrarias quer em Angola quer em Portugal.
Vencedor do Prémio Nacional de Cultura e Artes, na categoria de Literatura, em 2015, José Luís Mendonça, estreou-se no mundo das letras angolanas com “Chuva Novembrina”, obra à qual foi atribuído em 1981 o Prémio Sagrada Esperança, pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco (INALD).
José Luís Mendonça nasceu em Angola no dia 24 de Novembro de 1955, na comuna da Mussuemba, município do Golungo Alto. Licenciado em Direito pela Universidade Católica de Angola, é jornalista e poeta de profissão. Actualmente, está vinculado às Edições Novembro, onde exerce o cargo de director e editor-chefe do Jornal Cultura, quinzenário angolano de artes & letras.

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