Luís Kandjimbo defende a diversidade


21 de Maio, 2016

Fotografia: Domingos Cadência

O escritor angolano Luís Kandjimbo pediu, ontem, em Rabat, Marrocos, uma maior divulgação da diversidade cultural e linguística, através da operacionalização do conceito de “literatura-mundo”, assente na matriz de cada país.

Luís Kandjimbo, que representou Angola numa reunião realizada pelo Observatório da Língua Portuguesa, em alusão ao Dia da Língua e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), foi orador de um debate sobre “O Português, Língua Global”, onde destacou a importância do ensino da língua portuguesa em todo mundo, como um desafio ao desenvolvimento da lusofonia.
Numa ocasião em que se celebram os 20 anos da organização, Luís Kandjimbo entende que o debate sobre o português, enquanto língua global, ajuda a mobilizar de forma desigual as comunidades académicas da CPLP. A importância de se explorar mais a dimensão económica da língua portuguesa, mas sem descurar o lado cultural, também foi um dos temas analisados ao longo do encontro pelos especialistas.
O embaixador de Angola em Marrocos, Benigno Vieira Lopes, destacou no final da actividade a importância do respeito pela diversidade cultural e linguística, para maior coesão da comunidade e desenvolvimento da língua. O representante da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, Anacoreta Correia, advertiu os jovens e profissionais da língua para a evolução do português nos próximos cinco anos, mas com maior pendor para a vertente económica. Para a comunidade lusófona é fundamental preservar o património mundial classificado pela UNESCO, deixado pela língua portuguesa, e que hoje é um meio de subsistência da nova geração, como factor de empregabilidade.
A reuniu decorreu no Instituto de Estudos Hispano-Lusófonos de Rabat (Marrocos) e contou com a presença de representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, membros do corpo diplomático acreditado em Marrocos, investigadores e estudantes da comunidade de Língua Portuguesa. A sessão de abertura contou com os discursos da directora do Instituto, Fatiha Benlabbah, e dos embaixadores de Angola, Brasil, Guiné-Bissau e Portugal.
O encontro constituiu ainda uma oportunidade de análise e busca de soluções, por parte dos países membros da CPLP, que permitam desenvolver a língua global, atendendo os desafios de um mundo cada vez mais competitivo.

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