Cultura

Má conservação pode retirar título Mundial de património

Francisco Pedro |

Os trabalhos da 41.ª Sessão do Comité da UNESCO do Património Mundial continuam até amanhã, em Cracóvia, na Polónia, onde as cidades africanas de Mbanza Kongo, Asmara, na Eritreia, e a paisagem cultural Khomani, na África do Sul, foram elevadas como Património da Humanidade.

Ritual no cemitério dos Reis na cidade de Mbanza Kongo
Fotografia: Garcia Mayatoko | Edições Novembro | Zaire

Para além da elevação a Património Mundial, a UNESCO procede, também a uma atitude contrária caso observe que os bens já classificados como Património Mundial não são conservados, nem protegidos, de acordo com a Convenção do Património Mundial, de 1972: o bem pode ser desclassificado ou constar na Lista do Património Mundial em Perigo.
Ontem, durante os trabalhos que decorrem em Cracóvia,  os peritos da UNESCO decidiram retirar o Mosteiro Gelati, na Geórgia, da Lista do Património Mundial em Perigo.
 Para salvaguardar que os sítios e bens patrimoniais materiais não percam o seu valor, a primeira acção dos Estados membros da UNESCO cinge-se na classificação nacional, impedindo que sejam construídas ao redor do património quaisquer habitações, estabelecimentos públicos ou privados.
Em 2013, o Ministério da Cultura procedeu, em Luanda, à cerimónia de classificação do Centro Histórico de Mbanza Kongo como património histórico e cultural nacional, decisão importante que protegeu todas as acções técnicas e científicas do processo de inscrição da histórica cidade e capital do antigo Reino do Congo na Lista de Património da Humanidade.
Agora, cabe-nos divulgar mais e melhor a herança Mbanza Kongo para o mundo, evitando a todo custo que esse título desapareça por causa de conflitos armados, desastres naturais, urbanização não planejada, caça furtiva, poluição, ou outras ameaças das características que justificaram a sua inclusão na Lista do Património Mundial.

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