Maior mostra de arte abre hoje

António Bequengue | Veneza
9 de Maio, 2015

Fotografia: Hugo Salvaterra

A 56ª edição da Bienal de Veneza, a maior mostra de arte do mundo, abre hoje oficialmente as portas ao público amante das artes e fica patente até 22 de Novembro, um mês mais cedo do que nas edições anteriores.

A Bienal de Veneza comemora 120 anos desde a sua primeira exposição, em 1895. Angola, cujo pavilhão foi inaugurado quarta-feira pelo embaixador Florêncio de Almeida, sob curadoria do artista plástico António Ole, quer voltar a fazer história.
O Pavilhão de Angola apresenta trabalhos dos artistas António Ole, Francisco Vidal, Délio Jasse, Nelo Teixeira e Binelde Hyrcan. Uma instalação central de António Ole marca a frente e o verso da mostra no espaço, que apresenta ainda instalações, pesquisas em suporte fotográfico e vídeo. A maioria dos trabalhos tem como base estrutural a madeira.
O Pavilhão de Angola, que participa pela segunda vez na Bienal, está a receber críticas positivas de muitas pessoas que já passaram pelo espaço nacional, com destaque para o secretário de Estado da Cultura de Portugal, Jorge Xavier.
Nesta edição da Bienal de Veneza participam 136 artistas em representação de 53 países, dos quais 88 pela primeira vez. As 159 obras expostas em 29 pavilhões foram feitas de forma a mostrar as últimas tendências da arte contemporânea.
O presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, realçou que anualmente a iniciativa tem estado a inovar, mas sempre a respeitar a sua própria história, “formada por muitas lembranças, mas, em particular, por uma longa sucessão de diferentes perspectivas para observar o fenómeno e as inovações da criação artística contemporânea”.
“O mundo de hoje exibe profundas divisões, desigualdades acentuadas e incertezas quanto ao futuro. Apesar do grande progresso no conhecimento e na tecnologia, estamos actualmente a viver uma era de ansiedade. Mais uma vez, a Bienal observa a relação entre a arte e o desenvolvimento humano, social e político, como forças e fenómenos externos”, destacou.
Paolo Baratta adiantou que o objectivo da Bienal é também investigar como as tensões do mundo exterior estão a agir sobre as sensibilidades e as energias vitais e expressivas dos artistas. “Por isso convidámos o artista Okwui Enwezor como curador, porque ele tem uma sensibilidade especial a este respeito”, destacou o responsável.

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