Mais investimentos na indústria cultural

Manuel Albano|
7 de Setembro, 2014

Fotografia: Eduardo Pedro

Os expositores participantes na segunda edição da Feira Nacional das Indústrias Culturais, que decorre até o próximo dia 10, em Luanda, pediram maior investimento dos empresários e agentes culturais nacionais nos projectos para promover as obras e os criadores nacionais.

A chefe de departamento de Arte e Acção Cultural da Lunda Sul, Maria Mabaia, disse ao Jornal de Angola que está satisfeita em poder participar na Feira, mas pretende mais actividades nas suas províncias com o intuito de valorizar e promover as artes.
Os empresários e agentes culturais da Lunda Sul, disse, têm os seus projectos mais virados para os espectáculos musicais. “É preciso existir políticas que convidem os empresários a criarem prémios capazes de valorizar os criadores nacionais e ajudem, em simultâneo, a preservar o património nacional.”
O papel da Feira no potenciamento do intercâmbio cultural, pela via do comércio de bens culturais, foi destacado. “O país sai a ganhar por estarmos a promover diversas artes, como o artesanato, assim como a aumentar a troca de ideias”, disse.
Sob o lema “Por uma cultura da paz promovamos as indústrias culturais”, a Lunda Sul trouxe para a exposição 40 peças de cestaria, assim como esculturas do pensador e a máscara de Muana Puó, que representa a beleza da mulher cokwe.

Esculturas de artesanato

O coordenador do pavilhão do Cuanza Norte, João Pecado, disse que estão expostos no espaço esculturas de artesanato, pinturas, artigos de medicina tradicional e livros.  Para mostrar a diversidade cultural da província estão ainda expostos seis quadros, com fotografias que representam os monumentos e sítios da província. Os visitantes podem encontrar também esculturas de madeira com retrato da Palanca Negra, ou de cestaria, como a muzua, uma espécie de gaiola usada na pesca de camarão, a nassa, instrumento de caça para animais de pequeno porte, o mussalo, que serve para peneirar a fuba, e o kanguixi, utilizado principalmente na produção manufacturada da fuba.
João Pecado referiu que a Feira é uma porta aberta para a promoção das criações nacionais e para atrair o interesse da sociedade nas indústrias culturais.
“É desses eventos que precisamos para ajudar a fomentar as artes”, destacou.

Programa do dia

Para o dia de hoje, no espaço Espelho de Água está prevista, às 12h00, a realização de uma tertúlia sobre o tema “Aspecto didácticos que identifiquem a literatura infantil”, que vai ter como oradores Cremilda Lima, Yola Castro, John Bella, Maria Celestina Fernandes e Áureo Quicunga, numa coordenação do Instituto Nacional das Indústrias Culturais. Além desta actividade estão ainda previstos, até às 18h00, o lançamento de livros, palestras e um desfile de moda.
Para amanhã está previsto, às 12h00, no Espelho de Água, uma palestra sobre “Agostinho Neto e Viteix - como espaço da Nação Angolana”, cujo orador é o historiador Patrício Batsikama, e às 15h00, no mesmo local, uma outra sobre “As línguas nacionais na literatura angolana: A pertinência do seu uso contínuo ou o desapego em função da modernidade”.
O lançamento do segundo número da “Revista Maka”, da União dos Escritores Angolanos, no Salão do Livro e Gráficas, a realização de uma palestra sobre moda, no Espelho de Água, pelo promotor Orlando Baribanga, o lançamento de novos livros da Mayamba e da Chá de Caxinde e um espectáculo musical constam do programa de amanhã.

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