Mangovo expõe "Riquezas de África"

Roque Silva |
9 de Maio, 2017

Fotografia: Paulino Damião | Edições Novembro

Cristiano Mangovo inaugura hoje, às 18h30, no Camões-Centro Cultural Português, em Luanda, a exposição individual “Riquezas de África”, alusiva ao 25 de Maio, dia de África.

A mostra, aberta ao público até ao dia 30, numa parceria com o Banco Atlântico Millennium, reúne 18 quadros pintados em acrílico e óleo sobre tela e inclui uma instalação.
Os trabalhos representam uma viagem pelo continente africano, em particular por Angola, na qual são evocadas as riquezas naturais, factos, cenários e figuras do quotidiano urbano, mitos e rituais e é visível a diversidade da cultura na actualidade e da ancestral, que remonta desde os primórdios da humanidade. Os quadros representam ainda a diversidade que caracteriza o seu estilo, entre o que é figurativo, abstracto e surreal.
Nesta exposição, Cristiano Mangovo revisita as pirâmides Gizé do Egipto, local onde foram conhecidas as primeiras manifestações artísticas da Humanidade.
O artista propõe uma ampla reflexão sobre o continente africano nos quadros “Contra choro”, “África, avançar ou recuar” e “Práticas e teorias”, evoca o potencial das riquezas naturais, como a flora e a fauna nas telas “Riquezas de África, “Menina cacau e chocolate”, “Mulheres no campo”, “Noite de pesca”, “Mulher Welwitschia” e “Parque Nacional Masai Mara, no Kenya”. Fazem ainda parte motivos sobre rituais da terra que o viu nascer, Cabinda, nos quadros “Dança do tshikumbi”, bem como aborda problemas sociais actuais no quadro “Sonho de uma nova casa”, o quotidiano luandense em “Zungueiras da Mutamba” e “A Marginal de Luanda”.
A famosa tela do “Homem-mota”, em que o volante e os faróis da motorizada estão associados ao corpo humano, “Transparência de um guiador” e África múcua”, como sinónimo de movimento, evolução e progresso, constam no conjunto de obras.
Em declarações ao Jornal de Angola, o artista  afirmou que, além de homenagem, a mostra é uma reflexão sobre os problemas e grandes desafios do continente africano, por forma a encontrar caminhos para a paz e o desenvolvimento sustentável.“África tem riquezas, sobreviveu à escravatura e ao colonialismo. As independências conquistadas devem servir de exemplo motivador ao objectivo comum do seu povo”, sustentou o pintor.
Cristiano Mangovo ficou em residência artística, de 20 a 27 de Março, na galeria “First Floor”, em Harare, capital do Zimbabwe, onde apresentou a exposição “100 protecção”, e uma performance, na qual retratou os problemas sociais e políticos que assolam actualmente o mundo, incluindo questões dos direitos humanos, migração e conflitos entre as nações. Cristiano  Mangovo é  graduado  em  Pintura  pela Faculdade  de  Belas  Artes  de  Kinshasa (RDC). Esteve também em residência artística na África do Sul, onde apresentou uma performance, e instalação nas ruas da Cidade do Cabo.

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