Mangueira é campeã do Carnaval do Brasil


12 de Fevereiro, 2016

Fotografia: AFP

Depois de 13 anos sem títulos, a Mangueira venceu o Carnaval do Rio de Janeiro, este ano, pela 18.ª vez com 269,8 pontos. A verde-e-rosa homenageou a cantora baiana Maria Bethânia, que já passou pelo sambódromo uma vez, quando a escola fez desfile sobre os Doces Bárbaros em 1994.

A escola de samba superou a Unidos da Tijuca e a Portela por um décimo, num embate voto a voto até ao fim do apuramento, realizado no Sambódromo na quarta-feira.
A Estácio de Sá, que voltou ao Carnaval de elite este ano, foi rebaixada com 265 pontos. A escola exaltou São Jorge na avenida.
Na busca do título do Grupo Especial, conquistado pela última vez em 2002, a Mangueira celebrou os 50 anos de carreira da cantora baiana, fechando a noite com um desfile de luxo e sofisticação, além da presença de muitos artistas.
Última escola a cruzar a Sapucaí na segunda noite de desfiles, já na madrugada de terça-feira, o enredo da Mangueira abordou sobretudo as religiões que marcam a origem e a vida da cantora. Bethânia desfilou no último carro, ao lado de duas afilhadas.
O seu irmão, Caetano Veloso, foi destaque do carro que desfilou com vários artistas, entre eles Mart'nália, Regina Casé, Adriana Calcanhoto, Zélia Duncan,  Vanessa da Mata, Renata Sorah e Ana Carolina. Outras presenças de destaque no desfile foram da cantora Alcione, grande amiga de Bethânia, e da sambista Beth Carvalho, mangueirense ilustre, que há dois anos não desfilava pela escola.
 Lá estava o carnavalesco Leandro Vieira. “Desconfiaram muito de mim, mas eu  empenhei-me para comemorar.”
O presidente Chiquinho da Mangueira já tinha destacado à imprensa brasileira, antes do início da apuramento, o trabalho do novo carnavalesco Leandro Vieira, do coreógrafo da comissão de frente, Junior Scarpin, e do mestre de bateria, Rodrigo Explosão.
“Nós acreditamos num novo carnavalesco que foi muito competente, veio do Grupo de Acesso. A Mangueira jurou a juventude com a tradição, respeitando a comunidade”, disse Chiquinho. O presidente citou  uma outra tradição da escola que, para ele, também deu sorte este ano. 
“Sempre que a Mangueira é a última de segunda-feira, ela faz um bom desfile. Quem torce pela Mangueira fica até o final e, quem não torce, também fica a espera para ver o que a escola vai fazer”, explicou.
Este é o 18.º título da Mangueira, que não vencia desde 2002 e é a segunda maior campeã do Carnaval do Rio. A Portela ainda é a maior vencedora, com 21 títulos. No ano passado, a Mangueira ficou em décimo lugar.

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