Cultura

Matias Damásio leva fãs ao delírio no último show

Roque Silva

Com um concerto marcado pela forte enchente do público, Matias Damásio encerrou, no final de semana, em Luanda, a digressão pelo país com concertos grátis, na qual brindou os fãs com sucessos da sua carreira, inserido no projecto Somos Angola, Somos Cuca.

Cantor termina digressão no bairro Luanda Sul, em Viana
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

O concerto de sábado decorreu em Viana e foi mais uma demonstração de troca de carinho entre o anfitrião e os apreciadores do seu trabalho. Damásio cantou para milhares de pessoas que se deslocaram à zona do Luanda Sul, onde os espectadores aplaudiram com assobios e palmas o co-autor de “Bomba”, com Calabeto e Kintino, este último da Banda Movimento. O cantor revisitou os quatro álbuns “Vitória”, lançado em 2005, “Amor e Festa na Lixeira” (2008), “Por Angola” (2013) e “Por Amor” (2016).
As pessoas que se deslocaram ao recinto do show mantiveram-se eufóricas durante as duas horas de espectáculo. Matias Damásio brindou, ainda, os fãs com “Porquê”, “Agi sem Pensar”, “Beijo Rainha”, “Kwanza Burro” e “Loucos”.
Participaram também no show Yola Araújo, Kid MC, Alisson Paixão e Yannick Afroman, este que ao regressar aos palcos, depois de algum tempo, mas sem revelar os motivos, não escondeu a satisfação. Yannick interpretou “Uma Mão Lava a Outra”, com Mumu, e disse no final que passou por momentos de arrepio pela ovação do público.
Kid MC, por sua vez, fez saber que a atitude do público é resultado do trabalho feito pelos artistas. Para Matias Damásio, ficou provado o amor que os angolanos nutrem pela música e pelos artistas nacionais. O cantor disse ter cumprido com o objectivo do projecto, cuja intenção visou oferecer momentos de alegria aos amantes da música angolana. A digressão começou em Abril, no Campo 11, no Soyo, seguiu para o Uíge, na Praça da Independência e depois para Saurimo, no Largo 1º de Maio, no Estádio das Mangueiras. Em Maio, no Campo do Ferrovia, em Malanje, no Largo Millennium, no Lubango, e no Largo de África, em Benguela.

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