Cultura

Matias Damásio admite haver má interpretação

Manuel Albano

Matias Damásio reconheceu ontem em Luanda ter sido mal interpretado nas declarações feitas sobre os jornalistas, no decorrer de uma conferência de imprensa realizada recentemente e pediu desculpas pelos excessos de linguagem.

Cantor pede desculpas aos jornalistas
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Em entrevista ao Jornal de Angola, o cantor disse que “provavelmente tenha-me expressado mal” e acrescentou: “Respeito muita a classe jornalística, fundamentalmente os jornalistas que têm prestado um bom trabalho à sociedade, exaltando as coisas boas, com propriedade.”
Arrependido, o cantor afirmou: “Quero pedir as minhas sinceras desculpas aos jornalistas que compreenderam mal as minhas afirmações; estava a me referir à imprensa colorida e a um grupo de jornalistas que se aproveitam da imagem de pessoas para poderem crescer.”
Matias Damásio disse que nenhum dos boatos que circulam a seu respeito afecta o  trabalho artístico. Sobre a polémica do suposto “filho adoptivo”, Mário Comate, apontado pela família do cantor de praticar actos de feitiçaria, Matias Damásio negou as acusações de exorcismo, mas confirmou que o rapaz foi restituído à família biológica. />O cantor realiza hoje um concerto em Moita, Portugal, onde vai interpretar temas antigos e mais recentes, como “Nada mudou” e “Juro por tudo”, apresentados este ano. Em ante-estreia, divulga composições do novo álbum, cujo lançamento está previsto para Novembro.
Segundo o cantor, as actuações nos coliseus de Lisboa e do Porto, realizadas no ano passado, abriram portas para o mercado europeu e impulsionaram a carreira internacional. “Atravesso um dos melhores momentos da minha carreira, por isso, vamos aproveitar as oportunidades para continuar a explorar o mercado europeu”, referiu.
Matias Damásio chegou a Luanda em 1993, proveniente de Benguela, à procura de melhores condições de vida, tendo optado pela carreira musical. Tem no mercado os discos: “Vitoria” lançado em 2005, “Amor e festa na lixeira” (2008), “Por Angola” (2013) e “Por Amor” (2017).

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