Matisse é um sucesso na Tate Modern


22 de Setembro, 2014

Fotografia: Reuters|

A Tate Modern, em Londres, bateu os recordes com a exposição “Matisse: The Cut-Outs”, que levou 562.622 pessoas a irem ver a exposição, que reuniu as obras do artista moderno que não estavam juntas há 40 anos.

“Uma oportunidade que talvez só tenhamos uma vez na vida”, disse o director da galeria, Nicholas Serota, para explicar o sucesso.
Henri Matisse já aparecia entre os mais populares artistas da galeria londrina, já que uma das exposições mais visitada de sempre era, até à semana passada, “Matisse Picasso”, de 2002, sobre a obra dos dois pintores, com 467 mil entradas. Em segundo lugar estava a exposição de 2012 de Damien Hirst, o artista contemporâneo catalogado como o mais rico do mundo. “Matisse: The Cut-Outs”, que começou em Abril e terminou na semana passada, levou mais de meio milhão de pessoas à Tate.
A exposição, co-produzida pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA), onde vai estará a partir de Outubro para que depois as obras regressem às suas colecções, apresenta o último período de criação do artista francês. De 1937 a 1954, ano em que morreu, Matisse criou muitas obras através do recorte e colagem de papel, de que são bons exemplos os célebres “Nus Azuis”, de 1962, ou “O Caracol”, de 1953, da colecção da Tate Modern.
“Das flores aos bailarinos, das cenas de circo e o famoso caracol, a exposição mostra um conjunto deslumbrante de 120 obras. Ousadas, exuberantes e muitas vezes com grandes dimensões, as colagens têm uma simplicidade envolvente e uma sofisticação incrível e criativa”, lê-se no site da Tate Modern sobre esta exposição de arte contemporânea.
O recorte e a colagem de papel previamente pintado com guache, na maior parte das vezes, foi a técnica que Matisse escolheu e reinventou quando, a chegar aos 70 anos, a sua saúde o impedia de pintar. Com esta exposição, a Tate Modern ficou perto de bater a exposição mais vista de sempre no Reino Unido, que foi apresentada em 2012, na Royal Academy of Arts, sob a  denominação “A Bigger Picture”, com obras do pintor inglês David Hockney, e com 600 mil visitas.

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