Mau uso das tecnologias pode alterar a identidade

Manuel Albano
16 de Maio, 2015

Fotografia: Domingos Cadência

O investigador e biólogo Esteves Afonso disse ontem no Museu de História Natural, Luanda, que a falta de diálogo familiar e o uso incorrecto das tecnologias de informação são os factores que mais contribuem para a perda da identidade cultural entre os jovens.

O especialista, que falou sobre “A Biodiversidade, a Identidade Cultural e a História Natural”, considerou a globalização “dos males que mais afligem a sociedade angolana”  por permitir “a absorção frequente de hábitos inapropriados à identidade nacional”.
O responsável sugeriu ainda uma maior aproximação e diálogo entre país e filhos para se “resgatarem os princípios da identidade nacional e acabar ou reduzir a aculturação que tem desestruturado sociedades, em particular a angolana, erguida com base em princípios próprios”.
Língua, religião,  artes e crenças, quando bem interpretados, declarou o especialista, podem ser princípios de manifestações culturais imateriais capazes de ajudar muito no resgate e valorização dos costumes de um povo.
A directora do Museu de História Natural referiu no final da palestra que a humanidade deve optar e adoptar modos de vida e desenvolvimentos compatíveis com os limites da natureza e da sociedade.
O lema deste ano do Dia Internacional dos Museus, “Os Museus para uma Sociedade Sustentável”, afirmou a responsável, pretende ser uma chamada de atenção para as repercussões das acções do homem sobre o planeta.

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