Medalha de Prata na Expo de Milão

António Bequengue |
31 de Outubro, 2015

Fotografia: Escórcio Gomes | Milão

A Exposição Universal de Milão, realizada sob o lema “Alimentando o planeta, energia para vida”, encerra hoje, 184 dias depois da sua abertura, com o pavilhão de Angola a registar um recorde de mais de dois milhões de visitantes.

O feito inédito nas participações nacionais em Exposições Universais foi alcançado terça-feira com o número de visitantes a atingir os dois milhões.
O lema do pavilhão de Angola para esta edição da Expo foi “Alimentação e Cultura: Educar para Inovar”, através do qual a organização destacou a riqueza da tradição angolana e o potencial turístico do país.
A comissária-geral de Angola, Albina Assis, considerou o feito único por demonstrar o interesse que a comunidade internacional teve em conhecer mais sobre a cultura e tradições angolanas.
A preservação da identidade também foi um dos principais enfoques do pavilhão de Angola, que procurou ao longo destes 184 dias mostrar ainda os avanços que o país tem feito, em todos os sectores, após a Paz.
No âmbito do projecto de divulgação internacional da literatura angolana, o pavilhão realizou, ao longo da Expo, o lançamento de várias obras literárias, com destaque para o livro “Gastronomia Angolana”, baseada numa recolha de vários pratos e bebidas típicos de algumas regiões do país, da autoria de Daniela Carvalho Faria e Eduardo Grilo.

Alimentação


O Pavilhão de Angola acompanhou também ao pormenor as iniciativas da Expo 2015 relacionadas com desenvolvimento, as técnicas e inovações da agricultura e da agro-indústria.
A agricultura foi o tema da Exposição Universal de Milão, “Alimentando o Planeta, Energia Para a Vida”, bem como o subtema escolhido por Angola para esta edição.
A comissária-geral de Angola e presidente do colégio dos comissários-gerais, Albina Assis, empenhou-se muito na valorização do tema, assim como foi um dos destaques da 23ª Jornada da Investigação e Inovação, realizada no dia 27. “Angola segue há muito o espírito vanguardista de países desenvolvidos, como a Itália, um país de inovação e criatividade. De momento estamos numa etapa decisiva do ponto de vista económico e é hora de investirmos na agricultura e, consequentemente, na indústria alimentar. A alimentação é de facto uma área em que existem muitas inovações e processos de pesquisa a considerar”, disse.

Valorizar a mulher


O pavilhão nacional também valorizou a mulher angolana e a crítica italiana reconheceu isso em vários artigos. No interior do pavilhão, que foi inspirado no embondeiro, havia imagens que homenageavam a mulher como mãe da sociedade Angolana.
Um total de 40 mulheres angolanas, entrevistadas antes da Expo, deu diariamente o seu contributo através dos monitores montados no pavilhão, a partir dos quais falou sobre o seu papel na educação da família.
Angola celebrou o seu Dia Nacional na Expo 2015 no dia 17 de Setembro, com a realização de várias actividades políticas e culturais, tendo a cerimónia sida presidida pelo Vice-Presidente da República, Manuel Vicente.
A próxima Exposição Universal realiza-se dentro de dois anos, em 2017, no Cazaquistão, com o lema “Energia do Futuro”.

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