Memórias de Paulo Kussy retratadas em obras de arte

Amilda Tibéria |
22 de Abril, 2017

Inovação, ousadia e preservação dos bons costumes é a principal mensagem traduzida na exposição individual de pintura e desenho “Mixtape/Fitas Magnéticas” do artista plástico Paulo Kussy, inaugurada na quinta-feira à noite, no Camões - Centro Cultural Português, em Luanda.

Em declarações à imprensa, o autor da mostra disse que o principal objectivo foi produzir um trabalho que pudesse transmitir um pensamento positivo sobre a memória colectiva e individual de cada um sobre acontecimentos que marcaram a vivência de muitos adolescentes na década de 80, do século passado.
Realçou ainda que as suas “Memórias e vivências” ao longo dos anos foi um dos factores motivacionais para a produção e materialização da exposição, num conjunto de 20 quadros pintados sobre a técnica acrílico sobre tela. O artista reconhece ter sido um trabalho muito aturado, fundamentalmente pela escolha dos temas em causa, cujas mensagens são sempre um apelo a práticas positivas.
O artista plástico procura nos seus trabalhos inspirar-se  no corpo humano, fazendo uma relação ou fusão com figuras da mitologia grega para tentar transmitir uma mensagem sobre alguns tipos de comportamento praticados, que muitas vezes se tornam prejudiciais ou positivos ao próprio homem.
O título da exposição remete para o universo das mixtape, as músicas gravadas em cassete, um padrão de fita magnética para gravação de áudio, lançada na década de 60 do século passado, levando o público a reflectir sobre a memória, como capacidade de adquirir, armazenar, recuperar, evocar informações disponíveis, seja internamente no cérebro, a memória biológica, seja externamente, em dispositivos artificiais.
Paulo Kussy nasceu em Luanda, fez o mestrado em Anatomia Artística e licenciou-se em Artes Plásticas na Faculdade Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa (FBAUL).

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