Cultura

“Mentalidade de Escravo” já disponível nas livrarias

 Dr. Kiluanji estreou-se, quarta-feira, na literatura com o lançamento do livro, “Mentalidade de Escravo”, no Memorial Dr. António Agostinho Neto (MAAN), em Luanda.

Fotografia: VIGAS DA PURIFICAÇÃO | EDIÇÕES NOVEMBRO

O livro contém seis capítulos, em 88 páginas, é considerado pelo autor “como uma carta aos leitores”, que retrata a mudança de mentalidade, avalia causas ou origens das acções humanas, particularmente a forma de pensar e agir dos africanos.
Disponível já para os leitores em Luanda, o livro permite ajudar as pessoas que têm a mente presa no passado. Inclui três temas, “Nós somos aquilo que pensamos e os nossos sentimentos influenciam as nossas acções”, “Nós não vimos o mundo como é, vimos como nós somos” e “Se nós continuarmos a agir conforme ouvimos, não conseguiremos ser o que desejamos”.
Dr. Kiluanji, pseudónimo literário de Manuel da Cruz Neto, afirmou: “se continuarmos a pensar e a agir como temos feito até agora, jamais poderemos esperar resultados diferentes, pois acredita que sucessos ou insucessos na vida dependem da nossa forma de pensar, da forma como vemos o mundo e de como nos vemos dentro dele, e não de meros acasos, destino ou azares.”
O autor disse ter adicionado alguns versículos bíblicos por considerar  as sagradas escrituras como uma obra padrão para ajudar as pessoas a libertarem-se da mentalidade de “escravo.”
Na sua óptica, as pessoas são escravas daquilo que as domina, tais como medo de castigo, necessidade de autojustificação e aprovação, tentativa de causar boa impressão por meio da manipulação, de que resulta, normalmente, um esforço para esconder os próprios erros.
Impulsionado pelos amigos para escrever, acrescentou que a mentalidade de escravo é “altamente contagiante.”
Acrescentou, ainda, que sempre ouviu dizer que “precisamos de resgatar os valores morais, mas nunca ninguém disse quais são esses valores por atacar” e que o principal valor dos africanos é a solidariedade, dando como exemplo o convívio em ambientes de óbitos, em que as pessoas se solidarizam com a família enlutada.

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