Mercado de arte bate recorde de vendas


15 de Março, 2015

O mercado internacional de arte e de antiguidades registou um recorde de vendas em 2014, com transacções no total de 51 mil milhões de euros, após vários anos de estagnação, segundo o relatório “O Mercado da Arte 2015”.


Esse documento é publicado em coincidência com a realização da Feira Europeia de Arte (TEFAF), cuja 28ª edição decorre até 22 deste mês na cidade de Maastricht, na Holanda.
O mercado global de arte movimentou 51 mil milhões de euros em 2014, “o número mais alto já registado em vendas e com um aumento anual de sete por cento, sendo superior aos 48 mil milhões de euros de 2007”, antes da recessão económica mundial, diz o relatório que aponta os EUA (39 por cento), China (22) e Reino Unido (22) como os principais neste sector.
A autora do documento e economista cultural, Clare McAndrew, destaca o “vigor contínuo” da arte moderna, assim como o de pós-guerra e contemporâneo, sendo este último “o mais importante a nível de vendas, com 48 por cento do total e 5,9 mil milhões de euros”, o que representa “o nível mais alto registado” até ao momento.
Clare acrescentou que este mercado continua “extremamente polarizado e no qual um número relativamente baixo de artistas, compradores e vendedores representa uma grande parte do valor”.
A autora disse que essa concentração “se vê contrabalançada, em certa medida, por uma promissora tendência do crescimento das vendas ‘online’, que estimulou um maior volume de vendas nos segmentos de preços mais baixos”.
O documento indica que o crescimento do mercado da arte em vendas pela Internet “revolucionou as comunicações no sector da arte” e “o comércio electrónico em objectos de arte ganhou um grande impulso, proporcionando maior comodidade, eficiência e acessibilidade”, permitindo transacções muito mais rápidas e de um alcance global mais amplo.
Este sector de vendas “online” chegou a arrecadar 3,3 mil milhões de euros, à volta de seis por cento de todas as vendas em termos de valor, já que no geral essas operações envolvem um custo mais baixo.
Este barómetro do comportamento internacional da arte aponta as mudanças de tendência na riqueza global, ou seja, os investimentos que realizam os indivíduos com alto poder aquisitivo.
O coleccionador de arte situa-se no terceiro posto dos investimentos mais populares desse sector da população, “com uma parcela estável de 17 por cento”, acrescenta o relatório da TEFAF, e precisa que em 2014, 70 por cento de todas as vendas de galeristas foram para coleccionadores privados.
Outra mudança de tendência é o aumento do número de feiras, que deixa entrever a “contribuição substancial” deste tipo de eventos em relação ao “crescimento e expansão do mercado internacional da arte”.
Essas vendas representam 40 por cento das realizadas por coleccionadores, sendo depois das galerias o segundo canal mais importante para as transacções de arte.

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