Mercado de arte cresce nos Estados Unidos


13 de Março, 2016

Fotografia: Reuters

O mercado norte-americano de arte, apesar da crise económica, registou no ano passado em relação aos anteriores uma subida a nível mundial de 4 por cento , revela o Relatório do Mercado Anual de Arte divulgado ontem.


O crescimento contraria as actuais tendências dos outros mercados, cujas vendas caíram 7 por cento. O documento, que foi apresentado na abertura da Feira de Arte e Antiguidades de Maastricht, Holanda, realça igualmente o aumento das aquisições de peças acima de um milhão de dólares.
O relatório, feito anualmente pela consultorias Arts Economics, com sede em Dubin, realça que os mercados de arte, à excepção do norte-americano, desceram no geral em relação a 2014 e passaram de 61,2 mil milhões de euros para 57,3 mil milhões.
Os dados, que começaram e ser divulgados em 2012 e revelam os novos máximos de cada ano, mostram que “o abrandamento alguns sectores da arte era inevitável”. “Com as vendas a atingirem nos últimos dez anos níveis cada vez mais elevados, tornou-se difícil manter um crescimento contínuo”, afirmam os autores do estudo que acentuam a excepção norte-americana. O relatório  mostra que o mercado norte-americano, que desta forma consolidou a liderança a nível mundial, registou uma subida de 4 por cento ao  atingir vendas na ordem dos 24,5 mil milhões de euros, o valor mais elevado desde sempre.
Aquele valor  corresponde a 43 por cento do total de vendas dos mercados internacionais.
Por países, o Reino Unido recuperou a segunda posição, com 21 por cento das transacções, no valor de 12,1 mil milhões de euros.
Aquela posição foi ocupada de 2012 a 2014 pela China. A alteração deve-se a uma descida de 23 por cento das vendas naquele país asiático, que no ano passado se situaram em 10,6 mil milhões de euros. As obras de arte compradas por mais de um milhão de dólares passaram a representar mais de metade do valor das vendas, 57 por cento, apesar de representarem apenas 1 por cento do volume das transacções. O documento sublinha que aquele valor representa uma subida na última década de 400 por cento.
As vendas privadas representaram 53 por cento do valor das compras. Os  restantes 47 por cento das transacções foram feitas em leilões.
As vendas online ascenderam no ano passado a 4,2 mil milhões de euros, mais 7 por cento face a 2014. Por sectores, a Arte Pós-Guerra e Contemporânea, que continua a mais procurada, foi responsável por 46 por cento do valor das vendas. O relatório revela também que no mercado de arte e antiguidades operam cerca de 310.400 empresas que garantem trabalho a mais de 3,2 milhões de pessoas.
A arte contemporânea e as antiguidades são as duas maiores referências da feira, realizada na Holanda, que recebe anualmente 75 mil visitantes por ano. Nesta  29ª edição, que decorre até o dia 20, há 270 galerias. A maior atracção da feira deste ano é uma tela de Rembrandt, recentemente identificada e que pela primeira vez é mostrada ao público, depois de em Setembro ter sido leiloada pela  Nye and Company e arrematada por 778 mil euros.

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