Miguel Dafranca é distinguido

Adriano de Melo |
16 de Junho, 2016

Fotografia: Paulino Damião |

A representatividade do trabalho artístico de Miguel Dafranca e o legado deixado por este à próxima geração podem ser vistos hoje, a partir das 18h00, no Centro Cultural Brasil Angola, em Luanda, com a inauguração da exposição “Zero Figura”.

A mostra, sob a responsabilidade de Miguel Gonçalves, traz 25 trabalhos do artista plástico e conta com a participação de diversos criadores angolanos. “O artista plástico está a passar por uma fase da vida muito complicada, em termos de saúde. Pediu-me que organizasse uma ‘última’ exposição dele”, disse.
A ideia, conta Miguel Gonçalves, é mostrar a diversidade artística de um dos artistas que marcou e influenciou uma geração. “É um artista reconhecido e respeitado na classe, por isso, é mais que uma exposição para o mestre Dafranca”.
O “Zero Figura”, explicou o curador, é uma representação artística feita numa pequena tela, onde artistas de várias áreas (pintura, escultura, literária ou musical) deixam uma mensagem sobre o trabalho de Miguel Dafranca.
A exposição “Zero Figura” fica patente até ao dia 30, das 9h00 às 17h00, de segunda a sexta-feira, no Centro Cultural Brasil Angola.
O projecto, que também traz um forte pendor solidário, conta com o aval de vários jovens artistas, dispostos a participar nesta homenagem, que serve ainda para dar a conhecer à nova geração o trabalho de um artista consagrado.
Miguel Dafranca é um mestre da pintura. Actualmente, com 72 anos é vencedor de inúmeros prémios e reconhecido pela comunidade artística de Angola e Portugal. O artista já participou em inúmeras exposições colectivas e realizou várias mostras individuais.
Natural de Portalegre, Miguel Dafranca é membro da União Nacional dos Artistas Plásticos e foi o grande vencedor do prémio Ens'arte de 2010, com a pintura “A e B”. O artista fez capas de livros de vários escritores angolanos, com destaque para “Ombela”, de Manuel Rui Monteiro.
O seu último trabalho foi “Luz e Sombras”, composto por 13 obras, que mostram a sua visão do conceito de pintura, numa arte onde explorou mais os formatos geométricos.

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