Ministra considera a poesia base para consciencialização

César Esteves
20 de Março, 2015

Fotografia: Paulino Damião

A poesia deve ser usada como um instrumento para a mobilização e consciencialização dos angolanos, particularmente nesta fase de reconstrução do país, defendeu em Luanda, a ministra da Cultura, durante a cerimónia de abertura do Festival de Poesia de Luanda, realizada na Mediateca.

Rosa Cruz e Silva disse que a poesia angolana continua a ser um meio para alcançar várias conquistas, como aconteceu antes da Independência. “Durante os momentos difíceis, a poesia foi essencial e agora deve voltar a ter este papel, mas dentro do actual contexto social.”
Aos jovens poetas, a ministra pediu para enriquecerem mais os seus poemas, no intuito de perpetuar os ensinamentos dos pioneiros da literatura angolana, como Agostinho Neto, Viriato da Cruz, ou Alda Lara.
“Os jovens não devem temer a crítica, mas têm de consultar os mais velhos entendidos na matéria, para que os seus escritos tenham qualidade e cumpram os propósitos”, explicou.
O coordenador do Movimento Lev’Arte, Kardo Bestilo, disse que o  festival tem como objectivo levar, anualmente, a poesia angolana a novos mercados, além de despertar o interesse e aproximação à linguagem poética, despertar o prazer em ler e desenvolver a arte da declamação e a criatividade artística. “Agora é preciso que os jovens autores continuem a trabalhar mais”, disse o responsável.
Para hoje, o Festival de Poesia de Luanda inclui uma palestra sobre “Pensar poesia nos dias de hoje”, às 10h00, na União dos Escritores Angolanos ( UEA), e tem como prelectores os escritores José Luís Mendonça, António Quino e Pombal Maria.

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