Ministra lembra valores da vida


31 de Maio, 2015

Fotografia: João Gomes

A ministra da Cultura afirmou ontem, em Luanda, que “os valores culturais resultam de um conjunto de realizações económicas, sociais e artísticas.

Rosa Cruz e Silva, que manifestou a opinião numa palestra subordinada ao tema “Os Valores Tradicionais da Cultura Africana”, no Centro de Formação de Jornalistas, referiu que “o continente africano é um retalho de culturas dispersas, sem qualquer conexão, que tem que ser banida, porque os factos o comprovam”.
“Os povos sempre estiveram disponíveis para dialogar, ou seja recebendo e reelaborando os seus valores”, realçou. Rosa Cruz e Silva lembrou que “no tempo colonial ao negar-se a tradição, ao impedir-se  os pais de transmitirem ensinamentos, crenças e valores culturais,  impediu-se o desenvolvimento do povo africano e ao mesmo tempo contribuiu-se para o fraco contacto com a cultura por parte de uma geração inteira”.
A ministra disse que a desagregação de famílias inteiras atingidas durante as guerras, o número cada vez mais crescente de jovens que vivem afastados das famílias e sem algum princípio moral e social fazem com que exista uma grande perca de identidade sócio-cultural. “ Os valores, como a solidariedade, a justiça, o trabalho e a honestidade não são praticados por grande parte da população, sobretudo os mais jovens”, lamentou e prosseguiu:
“Tudo isto deu lugar ao fenómeno da marginalidade, da prostituição, da droga e da corrupção acompanhado pela grande desvalorização do ser humano”.
A ministra advogou que “diante desse quadro difícil tem de se partir na contínua valorização dos valores tradicionais e expurgar os contravalores que se infiltram na realidade africana”. A palestra foi organizada pelo Comité Executivo da OMA, no âmbito do 25 de Maio, Dia de África.

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