Momento único no exaltar da arte


6 de Agosto, 2014

Fotografia: Rogério Tuti

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, afirmou, em Luanda, que o Festival Nacional de Cultura (FENACULT 2014), a decorrer de 30 de Agosto a 20 de Setembro em todo o país, vai servir para celebrar e exaltar a identidade cultural angolana.

Ao falar durante um encontro com os membros da União dos Escritores Angolanos (UEA), no âmbito do FENACULT, Rosa Cruz e Silva esclareceu que o evento é uma soberana oportunidade para os angolanos, em geral, e em particular os criadores, mostrarem a força e o valor do produto cultural angolano.
“Para melhor exaltar a cultura angolana, a organização pretende contar com a participação activa de todos os angolanos, levando ao conhecimento do mundo o que se faz culturalmente em Angola”, reforçou.
De acordo com a ministra, a intenção é tornar o FENACULT inclusivo, abarcando todas as modalidades artísticas e levando a cultura a todos os cantos de Angola.
O festival serve como ponto de promoção da coesão, unidade e diversidade cultural de Angola, assim como da preservação e divulgação da identidade nacional.
Entre os propósitos, destacam-se um revisitar do estado actual do sector cultural, dar oportunidade aos criadores angolanos de se apresentarem com um espírito de intercâmbio e de celebração cultural. Destinado a homenagear o Presidente José Eduardo dos Santos, pelo seu papel na defesa da angolanidade, empenho e dedicação em prol da valorização e desenvolvimento das artes e da cultura angolana, o FENACULT vai congregar actividades relacionadas com o teatro, dança, música, artes plásticas, literatura, entre outras vertentes.
A iniciativa vai igualmente servir para assinalar o 90º aniversário do nascimento do primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto.
O Executivo pretende ainda desenvolver as premissas para o incremento da política cultural em interacção e articulação com o sector público e privado, divulgar e valorizar as artes e manifestações culturais, populares e tradicionais, o consumo e a valorização dos bens culturais nacionais, através da criação de redes culturais a nível local, nacional e internacional.
O secretário-geral da UEA disse que a sua instituição está aberta a apoiar as acções do Executivo tendentes a preservar e divulgar a cultura angolana em todos os quadrantes.
“Dentro do nosso programa vamos continuar a promover acções que enaltecem a cultura angolana dentro e fora do país”, disse Carmo Neto.
O encontro serviu para os membros da comissão organizativa do FENACULT transmitirem todas as informações relativas ao evento e solicitar à UEA o apoio necessário para a participação dos escritores no evento.

UNAC garante participação

A União Nacional dos Artistas e Compositores (UNAC) garantiu, em Luanda, uma participação activa dos seus membros nas actividades programadas para o FENACULT.
Belmiro Carlos, secretário-geral, disse à Angop que a direcção da instituição e a coordenação do FENACULT acordaram integrar, nos diferentes programas de variedades artísticas, todos os artistas com carteira profissional. “De acordo com o que ficou acordado, para tal basta que o artista se manifeste interessado e assine o correspondente contrato”, explicou o secretário-geral da UNAC.
A UNAC é uma associação sociocultural e profissional, proclamada há mais de 30 anos, com o objectivo de congregar autores, compositores, músicos, artistas de dança, teatro, circo e agentes de outras formas de expressão artística.
A organização tem por finalidade específica a dinamização da dança, teatro e música, entre outras, assim como a luta pela inserção profissional e consequente afirmação social dos seus associados. A UNAC tem mais de seis mil membros e representações nas províncias de Cabinda, Luanda, Zaire, Malanje, Lundas, Moxico, Cuanza Sul, Benguela, Huambo, Huíla e Cunene.

Bengo cria comissão


O governador do Bengo, Bernardo de Miranda, criou a comissão provincial organizadora do FENACULT sob coordenação da vice-governadora para o sector político e social, Maria Augusta Peixoto.
Esta comissão tem por objectivo garantir a participação diversificada e abrangente da sociedade civil para o êxito da segunda edição do Festival Nacional da Cultura. É integrada pelo director provincial da Cultura (coordenador adjunto), pelo delegado do Interior, o secretário do Governo do Bengo e os directores provinciais da Saúde, do Plano, da Comunicação Social, do Comércio, Hotelaria e Turismo, Transportes, Correios e Telecomunicações, assim como o assessor do governador para a área social.
A nível dos municípios, vão ser criadas comissões coordenadas pelos administradores municipais, secundados pelos chefes de secção municipais da Cultura e os núcleos, para cuja composição deve ser tida em conta a especialidade e realidade local.

Lunda Sul cria condições


O director provincial da cultura na Lunda Sul, Jerónimo Bumba, garantiu, em Saurimo estarem criadas as condições humanas, materiais e financeiras para a realização do festival, na província.
O processo preparatório está a correr a bom ritmo com a realização de ensaios em todos municípios e a criação de condições para a deslocação de um grupo de teatro para Cabinda, de um outro de dança para o Huambo e uma cantora para Benguela.
Durante o processo de preparação estão a ser realizadas algumas actividades, como exposição de livros, artesanato local, momentos culturais e visitas aos locais de monumentos e sítios históricos a nível da província, e as quedas do Rio Tchihumbwe. Os grupos Chako cha Lunda e Txisseke Txa Mbunga vão levar a dança txianda às outras províncias.

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