Cultura

“Monangamba” é declamado na cidade de Maputo

Representantes da Embaixada de Angola em Moçambique participaram na segunda-feira, em Maputo, num encontro de leitura denominado “Karingana wa karingana: à volta da fogueira ou do telemóvel? Ler e contar estórias na era do smartphone”.

O encontro assinalou o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor no Centro Cultural Português. A comunidade angolana em Maputo partilhou sugestões literárias com cidadãos de Moçambique, Brasil, Espanha, França, Itália, Portugal, Reino Unido, Rússia e Suíça.
A sessão de leitura foi acompanhada por intérpretes de língua gestual. Houve também declamação de poesia, sendo destacado o poema “Monangamba”, que retrata uma figura histórica do processo político, social e cultural de Angola anterior à Independência Nacional.
Angola colocou na mesa de leitura o livro de poemas de António Jacinto, o romance “A quarta idade”, de Dario de Melo, e a “Antologia de Contos Angolanos – dos de-sertos, dos sonhos das travessias e do futuro”, uma organização e selecção de textos dos escritores Irene Marques, Carlos Ferreira e António Fonseca.
A organização simplificou o tema para “Ler e contar estórias na era do smartphone”, por entender que os novos modelos de leitura que tiveram um enorme sucesso na Ásia,  agora têm reflexo nos países anglo-saxónicos com o aparecimento de “apps”, como “radish, “mo-vellas”, “hooked” e “shorti”, que oferecem aos leitores estórias na ponta dos dedos, acessíveis de qualquer lugar, a qualquer momento, em formato de mensagens sms. O adido de imprensa da Embaixada de Angola, Adão Muondo, considerou que a proliferação de tecnologia móvel e de baixo custo gera a emergência de uma geração que lê em dispositivos móveis e consome literatura digital em formatos que fazem nascer conceitos novos na produção literária, como romances e séries, disponíveis por capítulo e microficção, numa tentativa de cativar novos leitores e aumentar os níveis de leitura. O 23 de Abril foi proclamado em 1995, pela UNESCO.

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