Monty Python de regresso


4 de Julho, 2014

Fotografia: DR

Os cinco elementos do grupo de comédia Monty Python, o mais admirado e popular na Grã-Bretanha e em boa parte do mundo, prometeram gargalhadas e piadas obscenas no seu aguardado regresso aos palcos, após 30 anos de separação.

John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin, já septuagenários - Graham Chapman, o sexto Pyton, morreu vítima de cancro em 1989 -, vão ter dez noites de apresentações na Arena 02 de Londres.
O espectáculo “Monty Phyton Live (mostly)" é uma produção de 7,7 milhões de dólares, com direito a canções e números de dança, algo que parece excessivo para os idosos. “Depois do primeiro número, estou esgotado", disse Palin, 71 anos, numa conferência de imprensa.
O espectáculo inclui imagens de arquivo de Chapman, que faleceu aos 48 anos, e a sua ausência é destacada com a frase “One Down, Five to Go".
Os bilhetes para a primeira noite acabaram em 44 segundos em Novembro. Mas, imediatamente, o grupo anunciou mais nove apresentações, com 14 mil entradas por noite, praticamente esgotadas. Os Python admitiram que precisam do dinheiro, mas afirmaram que estão a desfrutar do reencontro.
Apesar disso, Gilliam, de 73 anos, o norte-americano do grupo, que se tornou realizador de cinema, declarou numa entrevista recente que parecia "deprimente" ter de voltar ao antigo trabalho, depois de quase 40 anos em que todos construíram carreiras independentes de sucesso.
Idle, escritor e realizador, de 71 anos, respondeu que Gilliam “é um pouco tolo", enquanto Cleese, 74, afirmou “Terry considera muitas coisas na vida deprimentes".
Na conferência de imprensa, os elementos do grupo pareciam num bom momento do relacionamento e prometeram interpretar os seus números mais populares, incluindo o do papagaio morto - uma discussão hilariante entre um vendedor de animais que negocia com um cliente um papagaio morto - e os quadros da Inquisição espanhola.
O astrofísico Stephen Hawking tem uma pequena participação num dos números. "O nosso lema sempre foi 'deixem-nos a querer mais", brincou o artista Eric Idle, de 71 anos, que escreveu e dirige o espectáculo.
A última apresentação, em 20 de Julho, que vai ser exibida em cinemas de todo o mundo, vai ser uma despedida definitiva, garante Cleese. “É muito melhor fazer apenas uma vez realmente bem, em Inglaterra, onde tudo começou, e deixar assim", disse.

Um grupo lendário

O grupo ganhou fama com o programa de televisão "Monty Phyton's Flying Circus", que teve o primeiro episódio exibido a 5 de Outubro de 1969. Na década de 70, investiram no cinema, com "E Agora para Algo Completamente Diferente" (1971), que foi seguido por “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado" (1975).
Em 1979 lançaram “A Vida de Brian", uma comédia que narra a vida de um homem com uma vida paralela à de Jesus, o que provocou muita polémica. O último filme do grupo foi “O Sentido da Vida", em 1983, ano da separação. Em 1998, o grupo regressou para uma apresentação num festival de humor nos Estados Unidos.

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