Cultura

Morreu o cantor Charles Aznavour

Conhecido pelas canções “La Bohème”, “For Me Formidable”,”Emmenez-moi" ou “Je Me Voyais Déjà”, morreu, no domingo, em Paris, o cantor francês Charles Aznavour, aos 94 anos.

Músico participou em várias produções cinematográficas
Fotografia: DR

Segundo a Agência France Press, Charles Aznavour morreu em casa, no sul de França, onde se encontrava depois de regressar de uma digressão no Japão. O cantor tinha so-frido uma queda grave em que fracturou um braço, no verão, que o levou a cancelar vários concertos.
O regresso aos palcos es-tava previsto para 8 de No-vembro. Natural de Shahnour Varinag Aznavourian, em Paris, vendeu mais de 100 milhões de discos em 80 países, gravou perto de 1400 canções e escreveu para ou-tros artistas.
Participou, também, em cerca de 60 filmes e telefilmes. Ao longo da duradoura carreira musical, Charles Aznavour gravou em sete línguas diferentes, de acordo com o jornal francês “Le Figaro”.
Filho de imigrantes arménios, Charles herdou do pai, Michael Aznavourian, o ta-lento para o canto, e actuam em restaurantes franceses para ganhar a vida e Charles Aznavour cedo seguiu as pisadas do progenitor: com apenas nove anos deixou a escola e começou a cantar e tocar violino com regularidade pelas ruas.
Já adulto, conhece a grande voz feminina da canção francesa, Édith Piaf. Piaf demorou pouco tempo a levar Aznavour em digressão durante dois anos, para um conjunto alargado de concertos em França e nos Estados Unidos da América. Pouco antes, Charles Aznavour tinha-se lançado num duo musical com o compositor de jazz Pierre Roche.
A sombra de Édith Piaf, contudo, atrasou a afirmação de Charles Aznavour como cantor. Refere o "Le Figaro" que, durante vários anos, Aznavour era na maior parte do tempo motorista, telefonista e técnico de som e luzes. Ocasionalmente, era chamado ao palco por Piaf para apresentar uma ou outra canção original que tivesse escrito, quase sempre sem grande impacto. Tanto assim era que Aznavour terá ouvido de Piaf que dificilmente se tornaria um cantor de referência.
Fora dos palcos, levava uma vida discreta. Casou três vezes e teve seis filhos. Ao longo de 62 anos de carreira, que começou em 1946, embora um ícone maior da canção francesa, transformou-se numa estrela mundial. Em 2017, teve direito à estrela no Passeio da Fama, em Hollywood.

Tempo

Multimédia