Mostra destaca qualidades da Rainha Njinga

André Brandão | Ndalatando
5 de Julho, 2014

Fotografia: Silvino Fortunato | Ndalatando

Várias fotografias e textos que retratam as diferentes facetas da vida e obra da Rainha Njinga a Mbande e de Aimé Césaire encontram-se expostas, desde quinta-feira, no Centro Cultural Alda Lara, em Ndalatando, província do Cuanza Norte.

Inaugurada pelo secretário de Estado da Cultura, Cornélio Caley, na presença do governador provincial do Cuanza Norte, Henrique André Júnior, a exposição documental “Njinga a Mbande e Aimé Césarie - Independência e Universalidade" é uma iniciativa do Ministério da Cultura, apoiada pela UNESCO, destinada a promover a valorização e divulgação de figuras históricas africanas que lutaram pela independência dos povos do continente.
As obras históricas expostas foram seleccionadas em vários pontos do mundo, principalmente em Portugal e no Estado do Vaticano, por especialistas angolanos do Ministério da Cultura, e ficam patente ao público durante um mês.
Cornélio Caley disse que a divulgação dos documentos se enquadra no processo de valorização e divulgação das figuras históricas de Angola, pois, como sublinhou, a desmitificação das alterações sobre a história de Angola e o esclarecimento, através de conhecimentos sólidos e científicos do seu real valor histórico constam entre os propósitos do seu pelouro. A exposição mostra diferentes facetas da luta que travaram pela igualdade, liberdade e identidade do homem negro.  “Foram verdadeiros guerreiros na luta pela igualdade, para que o branco reconhecesse que os negros são pessoas iguais, e que deixassem de ser vítimas da escravatura”, realçou.
Para Cornélio Caley trata-se de uma exposição moderna e belíssima, que transmite o passado de África e de outros continentes. Os jovens, sobretudo os estudantes, disse, têm agora uma oportunidade de perceber o quanto a Rainha Njinga a Mbande trabalhou para que a sua soberania fosse defendida a ferro e fogo.
“As imagens patentes ao público mostram que Njinga a Mbandi participou em muitas batalhas e foi capaz de fazer com que África seja hoje um grande continente", referiu, acrescentando que os actos da soberana foram conhecidos em vários lugares do mundo, influenciaram personalidades descendentes de escravos, como Aimé Cesárie, do continente americano, que defendia a negritude e a africanidade.
A exposição documental, que já foi exibida em Luanda e Malanje, vai continuar a percorrer as províncias do país.

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