Mostra documental revela vida da rainha

André Brandã | Ndalatando
25 de Junho, 2014

Fotografia: Dombele Bernardo |

O ministério da Cultura, com o apoio da UNESCO, realiza, a partir de 2 de Julho no Cuanza Norte, uma exposição documental e imagens da história universal da Rainha Njinga e Aime Césaire, nas áreas que foram do seu domínio, assim como do reino do Ndongo e Matamba.

Benjamin Sabby, técnico da direcção Nacional de Formação Artística e membro da Comissão Organizadora da Exposição da Rainha Njinga a Mbande, disse ao Jornal de Angola que a exposição vai estar aberta ao público durante um mês.
As pessoas vão poder ver a correspondência e documentos escritos pela Rainha Njinga para os soberanos de Portugal, e um pouco das repercussões da sua história de vida e trabalho, tal como da de Aime Césaire, no mundo.
Esta exposição, que já pôde ser visitada em Luanda, encontra-se agora patente em Malanje até amanhã.
Para o pintor, os trabalhos que têm sido realizados em torno desta temática são muito positivos, a avaliar pelo elevado número de pessoas de vários níveis académicos que se têm interessado por eles, não só angolanos mas também estrangeiros, que querem saber mais da história da Rainha Njinga e do reino do Ndongo e Matamba.
A mostra resulta de uma pesquisa feita não só em Angola, mas também em Portugal, Vaticano e noutras partes do mundo, onde os especialistas angolanos foram em busca de informações sobre a Rainha Njinga. A exposição é uma iniciativa do Ministério da Cultura, que visa a valorização e divulgação das figuras históricas de Angola, para desmitificar algumas imagens e conhecimentos errados sobre Njinga a Mbande e do reino do Ndongo e Matamba, e esclarecer as pessoas, através de conhecimentos mais sólidos e científicos.
De acordo com as informações disponíveis, Aime Césaire inspirou-se na vida e obra de Njinga a Mbande para produzir o seu próprio trabalho e desenvolver a sua luta.
A Rainha Njinga a Mbande nasceu em 1583, na Matamba, e morreu a 17 de Dezembro de 1663. Foi uma rainha (Ngola) dos reinos do Ndongo e da Matamba, no século XVII. O seu título real em língua quimbundo “Ngola”, era utilizado pelos portugueses para denominar aquela região de Angola.
Ginga viveu durante o período em que o tráfico de escravos africanos e a consolidação do poder dos portugueses na região estavam a crescer rapidamente. Era filha de Njinga a Mbande Ngola Kiluanje e de Guenguela Cakombe, e irmã do Ngola Ngoli Mbande (o régulo de Matamba), tendo-se revoltado contra o domínio português em 1618, mas foi derrotada pelas forças sob o comando de Luís Mendes de Vasconcelos.
Aimé Fernand David Césaire nasceu a 26 de Junho de 1913, em Fort-de-France, e morreu a 17 de Abril de 2008. Foi um poeta, dramaturgo, ensaísta e político da "Negritude", além de ser um dos mais importantes poetas surrealistas em todo o mundo.

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