Cultura

Mostra "In-Coincidências" está patente no Camões

Amilda Tibéria

Miguel Gonçalves afirmou que as obras de arte não se explicam, “cada pessoa deve olhar para tela e fazer a sua interpretação”, disse, durante a cerimónia de inauguração de mais uma exposição individual de pintura , “In-coincidência”, patente  no Camões - Centro Cultural Português,  em Luanda.

Criações de Miguel Gonçalves estão expostas no Camões
Fotografia: Edições Novembro

Aberta no final de semana, a exposição é uma homenagem ao seu malogrado pai artístico, “Miguel da Franca”, onde em cada quadro o autor destaca uma mulher que cruzou a sua vida e o marcou muito. Em declarações ao Jornal de Angola, o artista  disse que preparou a exposição  num período de seis anos, com técnicas  do palhete e reuniu obras inéditas.
O artista plástico frisou que as mulheres são fortes, são imensas e influenciam muito a vida humana, é com base nesta inspiração que cada tela tem uma individualidade muito forte.
“Acompanho os novos criadores de arte que estão a surgir no mercado, estão realmente a evoluir e a se dedicarem com amor naquilo que fazem, aplicando boas técnicas, como uma boa  composição e  dimensão”, disse. Os actuais criadores da arte, como, Guilherme Mampuya, Adão Mussungo e Armando Scott, ficaram nostálgicos com a forma como o artista leva as pessoas para o mundo imaginário dele e sobretudo a homenagem que ele faz às mulheres, usando técnicas inéditas.  
O “In-coincidências”, surge porque o artista não acredita em coincidências e todas as pessoas que homenageou foi fruto de opções  da vida, como conhecê-las e as mesmas - de forma especial marcarem - fica patente até ao dia 30 e reúne 12 obras de pintura e três esculturas.
Miguel Gonçalves nasceu no Huambo, em 1970. Desde Fevereiro de 2006 que é membro da UNAP - União Nacional dos Artistas Plásticos (Fevereiro de 2006) e da Fundação Dr. António Agostinho Neto.

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