Cultura

Moxico estuda a criação de comissão organizadora

Uma comissão permanente para organizar e acompanhar as próximas edições do Carnaval vai ser criada pela Di-recção Provincial da Cultura no Moxico, com vista a aprimorar as questões técnicas que condicionam o sucesso da manifestação.

Fotografia: EDIÇÕES NOVEMBRO

A intenção foi manifestada, no Luena pelo director provincial da Cultura, António Augusto “Tony Nguxi”, quando procedia ao balanço dos resultados do Entrudo deste ano na província, que considerou positivo, apesar da preparação tardia.
Tony Nguxi explicou que a comissão vai ter como missão principal capacitar, acompanhar, auscultar e validar atempadamente as opiniões dos grupos carnavalescos que visam melhorar o nível de organização do Entrudo na região.
A ideia é apresentada no próximo Conselho Consultivo da instituição e recomenda rigor no cumprimento do regulamento do Carnaval, quanto ao número de foliões e os integrantes de cada grupo, que devem ser entre 50 e 120, e as respectivas idades.
Diante das dificuldades vividas este ano, a Direcção da Cultura no Moxico vai aconselhar os grupos a captarem patrocínios privados.

Pontos de vista
O responsável do grupo carnavalesco Exame de Abelha, quinto classificado na classe de adultos, Paulo Cacoma, referiu que o júri do Entrudo continua a pecar na avaliação que, na sua opinião, deve basear-se nos critérios globais que têm a ver com a dan-ça, canção, corte, painel, comandante, alegoria e falange de apoio. O líder do grupo que tem nove títulos desde a sua criação, em Março de 1986, recomendou a fiscalização e visitas constantes à preparação dos grupos.
O coordenador do grupo carnavalesco Organizações Luvale, Alberto Caiombo “Bate-Papo”, segundo classificado na classe de adultos, propõe que a comissão preparatória e o júri das futuras edições do Carnaval na província passem a avaliar com objectividade a exibição e de-monstração cultural de raiz.
Alberto Caiombo sugeriu para tal a valorização dos grupos que apostam, principalmente, na indumentária local à base de folhas, sacos e fibras, assim como no uso de instrumentos musicais rudimentares, como batuque, marimba, quissanje e outros meios.
 Jesus Marcolino, responsável do grupo Os Brilhantes do Aço Novo, da classe infantil, criticou os baixos valores dos prémios atribuídos aos grupos vencedores, tendo considerado notável a participação dos foliões nesta edição do Carnaval na província do Moxico.
O responsável do grupo Os Brilhantes do Aço Novo enalteceu a ideia da realização no mesmo dia dos desfiles das classes infantis e adultos, por atrair mais pessoas ao Largo 1º de Maio, local que acolheu o evento.

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