Mudanças nas grandes cidades em fotos


6 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação

As transformações ocorridas nas grandes cidades nos últimos anos são o tema de uma exposição de fotografias inaugurada ontem, em Londres, que revela as consequências da dinâmica social e do modernismo.

O objectivo da exposição, anunciou a organização, é mostrar também “imagens cativantes de algumas destas grandes cidades, como uma de Nova Iorque, de 1960, quando uma longa fila de construções de três andares, com um único arranha-céu, predominava na época.
A fotografia, tirada pela norte-americana Berenice Abbott, afirma um comunicado da organização, mostra, a preto e branco, a metrópole e um mundo que desapareceu com o ritmo alucinante das edificações urbanas, iniciado nos anos 1930.
Além do trabalho da fotógrafa, considerado memorável pela organização, há mais 250 imagens de 18 fotógrafos.
As fotografias estão em exibição até 11 de Janeiro, na Galeria Barbican, de Londres.
“Achávamos que era muito árido”, disse a uma das curadoras, Alona , à Reuters durante uma visita à mostra intitulada “Construindo Mundos: Fotografia e Arquitectura nos Tempos Modernos”.
Os trabalhos patentes na galeria, acrescentou, vão dos anos 1930 até o presente.
 “Às vezes são imagens tão espectaculares que quase saltam das paredes”, referiu.
Alona Pardo declarou que entre as melhores fotos da mostra, uma das de referência é de Andreas Gursky, que lembra o interior de uma sumptuosa casa de ópera, mas na verdade é a estação do metro da Sé, em São Paulo.
A montanha Mokattam, nas redondezas do Cairo, identificada pelo fotógrafo Bas Princen como “Cidade da Reciclagem de Lixo”, é outra das grandes imagens.
“A visão panorâmica revela um bairro repleto de edifícios baixos e sujos onde toda sacada, tecto ou terreno vazio estão repletos de lixo e quase não se vêm as pessoas que vivem e trabalham no local”, disse.
“O interessante é que a história social de certa forma permeia a mostra”, afirmou Alona Pardo. A Itália, disse, também trouxe uma imagem única, de Luisa Lambri, através de uma série de fotos a cores, quase inteiramente escuras, tiradas dentro do quarto da casa Martin House, do arquitecto Frank Lloyd Wright, na cidade de Buffalo, Estado de Nova Iorque.
“Luisa Lambri apagou todas as luzes para que os únicos raios viessem das janelas de vidro, o que faz com que as fotos pareçam invadidas por um feixe colorido e deslumbrante”, concluiu.

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