Cultura

Museu de Arqueologia beneficia de requalificação

António Gonçalves | Benguela

O Museu Nacional de Arqueologia beneficia, durante 12 meses, de obras de restauração avaliadas em 207 milhões de kwanzas.

Um ângulo da instituição museológica em Benguela
Fotografia: Edições Novembro

De acordo com Carlos Cardoso, da empreiteira CCJ a quem a obra foi adjudicada, por se tratar de trabalhos minuciosos, trata-se de um trabalho “mes-mo de requalificação, ou seja, tornar novo o que está velho, por isso vai demorar algum tempo”, considerou.

Para a historiadora Paula Gomes, o edifício classificado como património cultural, cuja história está relacionada com a rota dos escravos, já devia ser requalificado há muito mais tempo tendo em conta a dimensão do edifício.
O escritor Gociante Patissa referiu que o facto do museu estar ligado à arqueologia e ter relação com o comércio de escravos, lhe confere uma dualidade histórica importante.
Por outro lado, trata-se de um monumento que no passado serviu de trânsito de milhares de angolanos, transportados forçadamente para as Américas, por isso, “transcende o seu valor patrimonial nacional, algo que nos satisfaz porque vai ser restaurado para que sirva de facto bom para a História do país”, sublinhou a vice-governadora de Benguela para o sector Político, Económico e Social, Deolinda Valiangula.
Para o governador Rui Falcão, a promessa de recuperação do edifício foi cumprida, estando o governo aberto a outros apoios de acordo com as disponibilidades. A requalificação dos dois edifícios, do Museu de Arqueologia e da Emissora provincial da Rádio Nacional de Angola, constitui para o administrador municipal de Benguela, Carlos Guardado, “um ganho para a cidade mãe das cidades”, o pressupõe à necessidade imperiosa de preservação do património histórico.

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