Cultura

Museu de Louvre bateu recorde de visitas

O Museu do Louvre, em Paris, foi o mais visitado em 2019, com 9,6 milhões de entradas, mas as três exposições com mais visitantes diários aconteceram no Brasil, revelou terça-feira, a publicação "The Art Newspaper".

Depois do Museu do Louvre as exposições em centros culturais no Brasil são as que mais registaram visitantes em todo o mundo
Fotografia: DR

Anualmente, o jornal “The Art Newspaper” revela quais os museus e exposições mais visitados a nível global, a partir de dados fornecidos pelos próprios organismos museológicos ou centros de arte. Em 2019, segundo esta publicação, o museu mais visitado voltou a ser o Louvre, em Paris, com 9,6 milhões de entradas, ainda que com uma quebra de 600 mil visitantes comparando com 2018, atribuída à série de protestos e greves ocorridas em França.
O Museu Nacional da China, em Pequim, foi o segundo mais visitado em 2019, com 7,4 milhões de entradas, seguindo-se o museu do Vaticano, na Cidade do Vaticano, com 6,9 milhões de visitantes.
Na lista dos dez mais visitados estão também o Museu Britânico, em Londres, com 6,2 milhões de entradas, e o Museu Rainha Sofia, em Madrid, com 4,4 milhões de visitantes.
Analisando as exposições temporárias mais populares realizadas em 2019, ou seja, com o maior número diário de visitantes, os três primeiros lugares são ocupados pelo Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Segundo o “The Art Newspaper”, aquele espaço cultural no Rio de Janeiro acolheu em Fevereiro de 2019 a exposição temporária, de entrada gratuita, “Dreamworks”, dedicada aos estúdios de cinema de animação, que foi vista por 11.380 pessoas por dia.
Ao fim de dois meses, totalizando 663 mil visitantes, a mesma exposição - que mostra os bastidores de filmes como “Shrek” e “Panda Kung Fu” - seguiu depois para Belo Horizonte, tendo sido vista diariamente por 9200 pessoas entre Maio e Julho.
A terceira exposição que obteve mais visitantes diários a nível global aconteceu também no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, por conta da mostra “Root”, do artista visual chinês Ai Weiwei, com uma média de 9172 entradas por dia ao longo de quase três meses.
Considerada a maior exposição alguma vez realizada pelo artista dissidente chinês, e a primeira na América do Sul, a mostra de Ai Weiwei esteve patente em São Paulo e em Belo Horizonte antes de inaugurar no Rio de Janeiro. No total, foi vista por mais de 1,1 milhões de pessoas no Brasil.
Entre as exposições mais visitadas, a nível global, estão ainda a retrospectiva dedicada a Edvard Munch, no Museu Metropolitano de Arte de Tóquio, com 8931 visitantes, e a mostra dedicada ao faraó Tutankamon, no La Vilette, em Paris, com 7735 entradas diárias.
O “The Art Newspaper” explica que de fora desta lista fica a exposição dedicada a Leonardo Da Vinci, inaugurada em Outubro no Museu do Louvre e que só encerrou em Fevereiro deste ano.
É recordado ainda que a pandemia do Covid-19, que obrigou ao encerramento de dezenas de espaços museológicos em todo o mundo, tem impacto nas estatísticas deste ano.

Tempo

Multimédia