Cultura

Museu dos Reis do Kongo regista baixa de visitantes

Fernando Neto e Garcia Mayatoko | Mbanza Kongo

O número de visitantes do Museu dos Reis do Kongo está a reduzir, cada vez mais, desde a reabertura do espaço, em Maio deste ano, lamentou, ontem, na cidade de Mbanza Kongo, o director da instituição, Luntadila Lunguana.

Visitas aos locais e sítios históricos de Mbanza Kongo têm estado a reduzir devido às restrições causadas pela Covid-19
Fotografia: Garcia Mayatoko | Edições Novembro | Mbanza Kongo

O acervo do museu, que conserva parte da história dos reis do Kongo e é considerado actualmente Património Mundial da Humanidade, tem sido pouco consultado, um facto preocupante para o director da instituição. A última visita aconteceu a semana passada e foi feita por um grupo de jovens da JMPLA, no âmbito das festividades do Dia do Herói Nacional, António Agostinho Neto, celebrado amanhã em todo o país.

“Desde que reabrimos as portas, o museu, um dos locais de referência local, entre os principais sítios e monumentos históricos de Mbanza Kongo, tem tido pouca frequência de visitantes e turistas e, mesmo sendo um facto compreensível, já que a maior parte dos visitantes vinha de Luanda e devido à pandemia da Covid-19 estão impedidos de circular, não deixa de ser preocupante”, disse.

Para Luntadila Lunguana, visitas como as dos jovens da JMPLA servem de incentivo aos demais, por permitir uma maior divulgação do potencial histórico-cultural de Mbanza Kongo. “Nos dois primeiros meses deste ano, chegamos a receber perto de mil visitantes. De lá para cá, a pandemia impôs uma série de restrições, como o isolamento social e o encerramento das fronteiras, o que reduziu o número de visitas ao museu”, lamentou.

Quanto ao incentivo às visitas aos locais históricos de Mbanza Kongo, por parte dos jovens da JMPLA, o primeiro secretário provincial no Zaire, Agostinho Zantoto, disse que é uma forma de incutir na nova geração o respeito e o interesse pela cultura e tradição local, tendo em conta o resgate da identidade nacional, como prioridade.

“Visitamos o Museu dos Réis do Kongo e o Kulumbimbi, a primeira igreja católica construída em África a sul do Equador, porque são espaços culturais que permitiram a candidatura de Mbanza Kongo à Património Mundial da Humanidade. Hoje, já somos reconhecidos como um povo que tem uma história rica, tradição e uma cultura”, explicou, acrescentando que o objectivo da visita foi, também, chamar atenção da juventude para a importância dos ideais e princípios de Agostinho Neto. “É um património, material e imaterial, cujo legado deve ser bem preservado e transmitido às novas gerações”, referiu.

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