Museu tem acervo disperso


19 de Março, 2016

A direcção do Museu do Huambo está com dificuldades em reaver o acervo em posse de particulares, por não ter meios financeiros para indemnizar os actuais detentores das obras de arte desviadas em 1992.

A situação foi descrita ontem à Angop pelo director do museu, Venceslau Casese, que conseguiu reaver 40 peças até 2014, quando o programa de recuperação de obras de arte foi suspenso por falta de fundos.
Venceslau Casese admitiu haver muitas peças em posse de particulares, uma vez que o museu foi pilhado em 1992, quando eclodiu o conflito armado após as eleições gerais, tendo perdido parte do seu acervo.
“Não conseguimos continuar com o nosso programa de recuperação das peças com valor museológicas, uma vez que os cidadãos cobram-nos dinheiro em troca”, salientou Venceslau Casese.
O único museu da província do Huambo possui actualmente 882 peças de arte sacra, botânica, antropológica, zoomórfica, etnográfica, arqueológica e obras de pintura e colecções fotográficas. Antes do conflito armado, o acervo era constituído por cerca de 2.500 objectos e obras de arte.
O museu foi criado em 1948 pela Câmara Municipal de Nova Lisboa, antiga designação da cidade do Huambo, com o objectivo de recolher e conservar peças culturais e obras de arte da região e das províncias de Benguela, Bié, Cuando Cubango e Cuanza Sul.

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