Cultura

Museu Cesária Évora tem outro espaço

A garantia de se instalar o museu Cesária Évora, no Palácio do Povo, em Mindelo, foi apresentada pelo Executivo de Cabo Verde a Janete Évora, um dos três herdeiros da mais internacional cantora cabo-verdiana.

Governo de Cabo Verde desiste de comprar a casa onde viveu a cantora Cesária Évora
Fotografia: DR |

Esta opção, divulgada sexta-feira, e que conta com o envolvimento da Presidência da República de Cabo Verde, de acordo com o jornal “Expresso das Ilhas”, deve-se ao facto de o Governo desistir da compra da casa onde viveu Cesária Évora, para se instalar o museu em sua memória,  intenção que não saiu do papel, passados cinco anos após a morte da cantora Cesária Évora.
Apesar de considerar que “é uma tristeza”, a neta da cantora, Janete Évora adiantou que recebeu garantias do Executivo de que “o museu Cesária Évora vai existir, só que em outros moldes e noutro local”.
Uma fonte do Ministério da Cultura e das Industriais Criativas, embora tenha reconhecido o simbolismo da casa onde viveu a cantora, considerou que o valor apresentado para a compra, pelos familiares, não é compatível com as reais possibilidades do Estado razão pela qual não houve um acordo.
A fonte acrescentou que, neste momento, o ministério e o gabinete do primeiro-ministro “estão a trabalhar para se encontrar um espaço no centro antigo de Mindelo aonde vai ser erguido o projecto museológico”
   Janete Évora  explicou que, logo no início de funções do novo Governo do Movimento para a Democracia (MpD) houve um renovar da promessa de aquisição da casa para a instalação do museu. “Tínhamos conversado e prometeram conseguir financiamento para comprar a casa. Na semana passada, ficámos a saber que não têm, nem vão procurar verba para adquirir a casa”.
A ideia de se instalar o museu no Palácio do Povo, na cidade do Mindelo, tem a ver com o local histórico, onde foi realizado o velório de Cesária Évora. “Agora estão à espera da decisão dos familiares para saber se vamos aceitar ceder as peças e todo o espólio”, disse a neta da “Diva dos pés descalços”, que na sua óptica, a memória da avó vai ficar “mais valorizada” com a instalação do museu no Palácio do Povo, não apenas pela localização mais central, mas por toda a história associada a um dos edifícios mais emblemáticos do Mindelo, que serviu como palácio do governador durante o período colonial.“Não quero vender a um particular e ver isso demolido ou virar uma loja chinesa porque tem uma história imensa”, disse a respeito do imóvel, edifício de três andares, situado numa das principais artérias da cidade.

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