Cultura

Museu da Escravatura reaberto ao público

Manuel Albano


O Museu Nacional da Escravatura reaberto desde o dia 6 de Novembro, depois de ter encerrado as portas ao público, durante três meses, para obras de restauro, já recebeu  mais de 333 visitantes  nacionais e estrangeiros, confirmou ontem ao Jornal de Angola, o director daquela instituição.

Várias instituições entre elas de ensino públicas e privadas procuram os serviços do museu
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

De acordo com Vladimiro Fortuna, desde a reabertura, o museu recebeu a visita de 292 nacionais, sendo 50 adultos, 70 jovens, 130 adolescentes e 42 crianças. Quanto a estrangeiros, o MNE recebeu 27 adultos, oito  jovens e seis crianças, de Portugal, Brasil e Estados Unidos.
No âmbito do programa de dinamização das actividades do museu, Vladimiro Fortuna afirmou que já foram promovidos vários eventos para divulgar o acervo mu-seológico com destaque para a realização da mostra “Iconografia sobre o Tráfico dos Escravizados e a Escravatura”, na sala de exposição do Centro de Artes do Benfica, onde esteve patente durante duas semanas.
O director do museu disse que, naquele período, foi igualmente realizada uma palestra subordinada ao tema: “O trafico de escravos em Angola”, proferida pelo próprio, no auditório do Centro de Artes do Benfica. O atendimento ao público tem sido feito de segunda-feira a do-mingo  das 9h00 às 15h30.
Vladimiro Fortuna  disse que o registo estatístico, referente a  Novembro, demonstra que a exposição permanente do museu foi maioritariamente visitada por alunos do ensino geral e que 90 por cento do total foram solicitados por 12 instituições, das quais se destacam escolas do ensino geral públicas e privadas, igrejas e o Serviço de Inteligência Externa (SIE).

Obras de restauro
O director do Museu Nacional da Escravatura disse que, no decorrer das obras de restauro, a instituição continuou a manter à disposição do público os serviços administrativos, pelo facto de as obras terem sido parciais.
O que aconteceu, explicou Vladimiro Fortuna, foram obras de restauro em locais pontuais, como a substituição do piso em madeira danificado mantendo sempre as características originais.
A ideia, disse, foi procurar manter e preservar o valor arquitectónico do museu, por estar classificado como Património Cultural Nacional. Nessa fase, esclareceu, o mu-seu não deixou de funcionar na totalidade, por serem obras direccionadas.
Vladimiro Fortuna afirmou que a empresa contratada fez, igualmente, intervenções no restauro ou substituições das janelas e portas degradadas, tendo o empreiteiro feito um levantamento exacto do grau de degradação das infra-estruturas. Actualmente, o museu tem uma nova exposição permanente, procurando actualizar os frequentadores, sobre a história da escravatura e do tráfico de escravos.

 

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