Museu das Confluências abre em França


24 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação

O Museu das Confluências de Lyon, França, uma obra de arquitectura feita pelo gabinete austríaco Coop Himmelb(l)au, abriu, ontem, em Lyon, 15 anos após o arranque do projecto.

Os números oficiais apontam para um custo de 255 milhões de euros, contra os 61 milhões de euros inicialmente previstos, o que representa uma derrapagem de 400 por cento. Mas a Canol, uma associação local que se propõe vigiar a utilização de dinheiros públicos, garante que os custos reais se situam nos 328 milhões de euros.
O novo museu, que conjuga parte da história natural, as ciências humanas e a tecnologia, é “uma catástrofe económica”, disse ao jornal “Libération” um dirigente da Canol, Pierre Desroches, lembrando que os museus recentes com programas mais ou menos comparáveis, como o Quai-Branly, em Paris, ou o MuCEM, em Marselha, inaugurado em Junho de 2013, custaram 232 e 191 milhões de euros.
A Canol também não acredita que os custos anuais de manutenção do museu se venham a manter dentro dos 18 milhões de euros orçamentados, prevendo, com base nas estatísticas, que possam atingir 34 milhões.
O projecto vencedor nunca agradou a Mercier, mas agora que o edifício está finalmente construído, com um atraso de dez anos da data de inauguração prevista, é difícil negar que vem dotar Lyon de um objecto altamente icónico, estrategicamente situado na confluência do Ródano e do Saône, na entrada sul da cidade.
Dirigido por Hélène Lafont-Couturier, o museu assume-se como herdeiro de várias instituições museológicas locais, com destaque para o Museu de História Natural Émile Guimet. Reunindo acervos de várias origens, enriquecidos com as aquisições que foram sendo feitas na última década e meia, o novo museu tem 2,2 milhões de objectos, que contam a história natural do planeta e o percurso da humanidade, na sua história e geografia, com colecções que abrangem a mineralogia e a arqueologia.
Uma das estrelas da exposição permanente é um esqueleto de Camarasaurus, um dinossauro que viveu na América do Norte há 150 milhões anos e agora convive com múmias peruanas e antiquíssimas estatuetas egípcias, mas também com objectos mais recentes, como um modelo do satélite Sputnik 2 ou um antigo acelerador de partículas.

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