Museu do 11 de Setembro autorizado a mostrar cruz


3 de Agosto, 2014

Fotografia: Reuters

Uma viga de aço em forma de cruz retirada dos destroços do World Trade Center, em Nova Iorque, dias depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001, pode ser exposta no Museu Nacional e Memorial, dedicado à efeméride, determinou um tribunal de segunda instância dos Estados Unidos.

Em 2011, um grupo ateu processou o museu e a Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jersey pela tentativa de impedir a exibição, alegando inconstitucionalidade, com o argumento de que a cruz é um símbolo religioso que não tem lugar numa instituição patrocinada pelo Governo. Em 2013, a juíza distrital Deborah Batts recusou a acção civil, e uma comissão de três juízes do Tribunal de Segunda Instância dos EUA manteve a sua decisão por unanimidade.
“Como questão legal, o histórico insta a conclusão de que o objectivo real dos apelados ao exibirem ‘A Cruz do Marco Zero’ sempre foi secular: recontar a história dos atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001 e as suas consequências”, escreveu a juíza Reena Raggi em nome do tribunal.
Os socorristas descobriram as vigas entrecruzadas dois dias depois dos ataques. A cruz tornou-se rapidamente um símbolo para centenas de pessoas, algumas das quais compareceram a cerimónias religiosas diante dela. Actualmente, as vigas estão no Museu Nacional e Memorial 11 de Setembro, que abriu ao público em Maio. Um advogado do grupo sem fins lucrativos American Atheists, que apresentou a acção, não respondeu a um pedido de comentário.

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